Heaviest – “The Wall Of Chaos-T” (Coletiva de Imprensa)

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No dia 28 de Janeiro, a equipe Metal Na Lata esteve presente na coletiva de imprensa da banda Heaviest, que também no mesmo dia estava gravando dois videoclipes para promoção do seu vindouro e conceitual novo álbum, “The Wall Of Chaos-T”. Confira abaixo os principais pontos citados nas palavras de Alax William (vocal), Guto Mantesso (guitarra), Renato Dias “Peixe” (baixo) e Vito Montanaro (bateria) na coletiva. Fiquem ligados que dia 20 de março o videoclipe para a faixa “Fire It Up” será lançado!

Fotos (coletiva) e texto por Johnny Z.
Outras fotos por Heaviest


Sobre a temática de “The Wall Of Chaos-T”:

“The Wall Of Chaos-T”, o muro do caos com uma alusão ao Holocausto por conta do uso da letra “T” ao final do título, é o nome do sucessor de “Nowhere” (2015). Esse álbum retrata uma série de realidades que a maioria das mídias mundiais insiste em não contar, ou quando fazem isso usam de ferramentas erradas com intuito de tirar algum tipo de proveito. Assuntos abordados em “The Wall Of Chaos-T” giram em torno de crimes passionais, crimes contra as mulheres, política (principal fator do caos atualmente), guerras religiosas, genocídio, bullying e o quanto a sociedade sofre com isso. Sem esquecer, também, de assuntos que muitos insistem em ver de forma muito distante, achando que por estar longe não seja algo importante, dando de ombros por acontecer em outro país. Não importa a religião ou a crença que as pessoas possuem, não se pode fechar os olhos para a realidade achando que está tudo bem por estar longe.” Alax William

Sobre a fase atual da banda depois das mudanças de formação e no novo álbum:

“Melhor impossível (risos). A entrada do Alax foi uma contribuição que superou todas as nossas expectativas. O empenho pessoal e profissional, ele como ser humano, e toda a sua ideologia para o conceito do novo álbum, só temos que agradecer por isso. A Heaviest continua pois nossa essência não mudou, mesmo com outra formação. O álbum está super bem feito e se tornando motivo de muito orgulho para nós.” Guto Mantesso

“Nesse álbum contamos muito com a participação de todos. Eu, praticamente, acabei entrando na banda no final de gravação do álbum anterior, “Nowhere”, e com isso minha participação nele foi muito restrita, mas nesse novo a abrangência foi maior. Por exemplo, o Renato Dias “Peixe” nesse novo álbum fez duas músicas, eu acabei escrevendo duas letras, o Guto e Alax com todo o conceito, ideologia e parte instrumental em diversas outras músicas, ou seja, o comprometimento foi geral. Fora isso, o mais bacana é que eu toquei numa banda com o Alax nos anos 90, a Faceless, e já o conheço a mais de 20 anos. Está sendo muito legal poder tocar com ele novamente.” Vito Montanaro

“Sobre o “Nowhere”, foi um álbum que chegou pronto. Quem fez e criou tudo nele foi eu e o Márcio Eidt (ex-guitarrista) de ponta a ponta desde linha de voz, melodia vocal e tudo mais. Na época o Mário Pastore chegou e simplesmente cantou esplendorosamente, mas agora a participação é geral.” Guto Mantesso

“O Márcio e o Guto quando me chamaram o álbum estava praticamente pronto. Eu pedi para gravar umas linhas de baixo nele, mas como eu não estava habituado com o material ainda, acabei gravando somente a faixa “Betrayed”. O primeiro baterista, Felipe, nem chegou a tocar ao vivo com a banda, pois teve um imprevisto e foi morar em outro estado, aí chamamos o Vitor que aceitou prontamente e tocamos o barco. Nesse novo disco a participação de todos está bem mais homogênea e evidente, com todo mundo contribuindo muito mais.” Renato Dias “Peixe”

Sobre terem o renomado produtor Roy Z. em “The Wall Of Chaos-T”:

“Nós não o conhecíamos pessoalmente, somente através de seus trabalhos e seu nome construído durante décadas. Para gente foi uma excelente oportunidade, mas ao mesmo tempo tivemos medo de um cara que já produziu e gravou com Bruce Dickinson, Rob Halford e etc, pois não sabíamos o que ele iria achar do que estávamos fazendo. Para nossa surpresa ele foi um cara muito gente fina, simples, fácil de lidar, e ao ouvir nossas músicas disse que estávamos no caminho certo e que não tinha muito o que mexer, talvez engordar uma parte aqui, aumentar uma parte ali, pois tudo estava impecável e era tudo que ele imaginava de uma banda. Ele nos motivou e orientou muito e disse que hoje, com a internet, o mundo é muito ‘rápido’, as pessoas querem que as coisas aconteçam logo e no universo musical não é diferente, e o que estávamos fazendo era exatamente isso, deixando-nos orgulhosos. Ele até pediu para gravar um solo!” Alax William

“Para descontrair um pouco, o Roy é gente finíssima, fala português meio enrolado mas conversamos bastante, com ele contando muitas histórias sobre Bruce Dickinson, sem contar que bebia cerveja a tarde inteira (risos). Ficamos bem impressionados com a simpatia, humildade e o profissionalismo dele mesmo com toda a bagagem que tem nas costas.” Renato Dias “Peixe”

“O cara está acostumado com aqueles estúdios cheio de parafernália tecnológica que só vemos em filmes e, de repente, o cara foi lá em casa (risos). Guto Mantesso

Sobre a versatilidade de Alax como vocalista e por ser já conhecido do público, ter um tempo grande de carreira, como o cantor se sentiu estreando em um álbum de estúdio e o que achou de seu desempenho nele:

“Há muitas formas de você ver o jeito de cantar. Eu sempre conduzi a minha carreira de forma muito participativa. Eu canto aquilo que eu acredito, só que nunca fico sem pedir a opinião de todos meus parceiros, não só na Heaviest, como também em qualquer lugar que eu trabalho. Eu acho que é com feedbacks que conseguimos chegar num caminho mais assertivo. As vezes, a gente cria um conceito daquilo que estamos fazendo e na visão de quem trabalha conosco, ao nosso lado, esse consegue ouvir e extrair o que tem de melhor na gente de outro modo. Não posso falar “o meu jeito é assim”, isso não existe, na Heaviest é o conjunto. Estou extremamente satisfeito com tudo!” Alax William

Sobre o material que estava pronto antes das saídas de Mário Pastore (vocal) e Márcio Eidt (guitarra), quais motivos levaram a saída de ambos e como foi o convite de Alax para entrar na banda:

“Eu fui chamado para uma reunião depois da ruptura da formação anterior e me disseram que estavam procurando por um novo vocalista, e o primeiro nome que passou na cabeça deles foi o meu talvez até pelo fato de eu já ter tocado com o Vito antes. Me mostraram as músicas que já estavam praticamente prontas e eu gostei muito do que ouvi. Então, depois de ouvi-las, perguntei o quanto eu teria de espaço para poder produzir e criar, tendo a resposta que eu queria ouvir: Total espaço e liberdade para criar o que você quiser. Com isso, o álbum foi literalmente refeito do zero depois de minha entrada.” Alax William

“Fora algumas letras e músicas que já tínhamos prontas, demos total liberdade ao Alax para colocar totalmente a ‘cara dele’, o trabalho dele, ou até refazer totalmente com um novo conceito.” Vito Montanaro

“Estávamos seguindo a mesma linha de “Nowhere” onde a maioria das músicas eu mesmo estava fazendo as linhas de voz, o Márcio, Vito e eu, também, escrevendo as letras. Estava eu lá gritando, tentando cantar e estava horrível pois sou péssimo nisso (risos). O Alax chegou e perguntou se eu tinha alguma coisa pronta, tirei tudo que tinha “cantado” e dei a ele sem “voz”, com uns esboços de letras e disse: ‘se vira’ (risos). Após isso, o Alax comentou que as letras eram interessantes, mas estavam todas sem rimas e eu achava que rima era coisa de escola, poesia, professora enchendo o saco (risos). Então, pedi para ele refazer de acordo com o que ele achava melhor. E o resultado ficou ótimo.” Guto Mantesso

“A saída do Márcio se deu pois ele queria, acho eu, tocar numa banda que não tivesse uma carga muito pesada para ele. Ele contribuiu muito nesse novo álbum, também, inclusive com músicas de sua autoria, onde nós todos apenas as remodelamos. Resumindo, ele praticamente pediu amigavelmente uma “licença” para sair. Talvez ele queira e goste mais, como já demonstrou, de trabalhar na parte de produção. Obviamente continua sendo um grande amigo nosso, inclusive ele estava aqui até alguns minutos (risos). Sobre o Mário Pastore, ele já não estava mais se encaixando no que a gente estava se propondo a fazer. Ele é um PUTA talento, canta demais, tem um carisma muito forte e bastante conhecido, mas como disse, não se encaixava mais e se continuasse do jeito que estava, provavelmente, a banda, talvez e na minha opinião/sentimento, tenderia a se dispersar. Então, entre nós achamos melhor que houvesse essa ruptura e graças a Deus ele está super bem com a banda dele, gravou um BAITA álbum recentemente, e entre eu e ele posso falar que conversamos normalmente.” Vito Montanaro

“O Mário Pastore é um grande vocalista, super conhecido, mas em momento nenhum eu estou o substituindo pois ao entrar na Heaviest eu me propus a fazer da minha forma e que condizia com os anseios dos demais integrantes. Não tenho essa preocupação de se parecer ou não com ele, já passei por isso. Eu recebi o desafio de construir e criar, e é nessa linha que eu prefiro seguir. Esse negócio de se vai parecer com fulano ou sicrano, me desculpe, estou muito velho para isso (risos).” Alax William

“Não teria sentido entrar um vocalista que fizesse a mesma coisa que seu antecessor. Se não estava encaixando anteriormente, porquê chamaríamos alguém igual? Com a entrada do Alax demos a ele carta branca e deixamos na mão e no coração dele. Não pensamos em “substituir”, mas sim agregar com uma voz nova e diferente.” Renato Dias “Peixe”


Sobre o público ter ou não discernimento para assimilar uma história conceitual complexa:

“Sempre tem os dois lados, pessoas que assimilam e outras que não. Eu, particularmente, acho que vão compreender, e mesmo falando sobre temas como política, religião, terrorismo, sempre vai ter aquele debate aberto, com opiniões divergentes dentro de um entendimento. Isso é sadio e o que realmente esperamos dos fãs!” Renato Dias “Peixe”

“São dois pontos distintos. Na verdade, tem aquele público que quer ler a letra, quer entender o que estamos falando e, também, tem aqueles que não ligam para temática, só se importando com a música, sem se preocupar com mais nada. Conversando com o Fernando Quesada (baixista, Noturnall) sobre esse assunto há uns tempos atrás, ele me disse que estava conversando com o Russell Allen (vocal, Symphony X e Adrenaline Mob) exatamente sobre esse lance de público ler e entender as letras. A resposta do Russell foi para não se preocupar, pois sempre terá gente que vai entender, outros que não pois música é arte, entende quem quer. Aqui presentes eu sei que a maioria quer ler, ver e entender as coisas que falamos nas letras.” Guto Mantesso

“A principal pergunta é por que falar sobre determinado assunto? Nossa resposta é bem simples, falamos do que nosso coração acredita e sente. Não tem outra definição melhor. Nem sempre somos compreendidos da forma como gostaríamos que fossemos, às vezes somos compreendidos completamente diferente daquilo que dissemos. Alguém tem que falar certas coisas, mesmo que seja uma voz muito pequena no underground, que talvez seja o nosso caso comparado com o mundo que tem acesso a informação, o importante é sempre falarmos, fazermos algo e não deixarmos do jeito que está. Se alguém não tem essa preocupação que então fale de flor, de vaso, não importa. Nós não quisemos fazer isso, pois tínhamos uma mensagem para o mundo e o nosso coração disse que era dessa forma que devíamos fazer. Se seremos compreendidos ou não aí cabe a avaliação de todos onde nossa música consiga chegar.” Alax William

“Às vezes, a gente não se compreende nem a nós mesmos. Tem horas que não sabemos o que queremos, não sabemos porquê acordamos, ou o que vamos fazer no mundo, então acho que algumas de nossas novas músicas são como verdadeiros tapa na cara. Entende se quiser. Pode servir para uns, mas para outros não. Se chegar em alguém positivamente já é um fato muito bom e ficamos contentes com isso. Temos algumas músicas com temática bastante polêmica e sempre teremos os “mimimi” da vida por aí. A gente quer mostrar como as coisas acontecem, da forma real, para abrirmos a cabeça do público, mas ai o mundo esquece muito rápido das coisas pois amanhã acontecerá algo novo e assim por diante. Infelizmente é assim o mundo que vivemos.” Vito Montanaro

“Hoje se fala muito de bullying e nós quisemos usar esse assunto da pior forma possível. E esse é o intuído do nosso disco, mostrar que as coisas são ruins, não são legais e não falamos coisas que as pessoas querem ouvir. Falamos a realidade que choca para abrirmos as cabeças. Escrevemos uma música baseada numa garota chamada Amanda Todd que, por conta do bullyng que sofreu, acabou se suicidando, e inclusive nessa música alguns trechos da letra são textos/relatos escritos por ela mesma em cartas que deixou. Tem outro trecho que fala das leis que criam para certos assuntos, como o próprio cyber bullying, por exemplo, e de repente do nada essas leis mudam, nos irritando profundamente. Até usamos uma frase que diz: “Por que temos que ficar vivendo uma vida de dor escrita a mão?” Escrito a mão no sentido de não ter valor para a lei.” Alax William

Sobre a necessidade de um segundo guitarrista na banda:

“Nenhuma! Na verdade, no passado, da mesma forma que o Vitor e o Alax tocaram juntos numa outra banda há uns 20 anos, eu tinha uma banda, também, e o Márcio Eidit tocava, também, nela. Só que aconteceu a mesma coisa que aconteceu agora, o Márcio saiu e continuamos com uma guitarra só. Então, com isso, já estou calejado e não vi necessidade de termos outro guitarrista até mesmo pelo som que estamos fazendo, que é mais focado para uma guitarra. O que mais teve necessidade foi o uso sutil de alguns sintetizadores que são muito comuns no Rock/Metal moderno.” Guto Mantesso

Sobre a data de lançamento de “The Wall Of Chaos-T”, agenda de shows no Brasil e exterior:

“Existe um plano estratégico, pois a banda é uma empresa e a levamos muito a sério, e nesse momento nosso foco é o término da gravação do álbum e ajustes finais. A data de lançamento posso dizer que será no primeiro semestre (risos). É difícil falarmos uma data específica, pois pode acontecer alguns imprevistos e atrasos, mas o que podemos adiantar é que o álbum está 90% pronto e 30% masterizado. Sabemos que a fase de prensagem deve demorar em torno de um mês e meio, então falarmos em “primeiro semestre” fica algo dentro de nossas expectativas. Sobre turnê, temos recebido já alguns contatos, abrimos muitas portas, mas não fechamos nada ainda até mesmo porquê existe uma grande expectativa sobre o álbum inclusive de gravadoras bem interessadas no lançamento do álbum. Finalizando tudo vamos ver o que acontece. Fora do Brasil, por enquanto, nada.” Guto Mantesso

“Onde ele falou que o disco esta 90% pronto, os outros 10% restantes são as partes do vocalista (risos).” Alax William


Pontos positivos e negativos da época que quando tinham bandas anteriores à Heaviest em relação a hoje:

“A diferença, na verdade, é que hoje não é tão caro gravarmos algo com qualidade, o que antigamente, além de difícil e não termos tanta tecnologia como hoje, era conseguirmos equipamento, estúdio e etc, e ambos tinham valores exorbitantes. Não que hoje não seja, mas é mais acessível. Hoje, com um pouco de investimento, você consegue fazer um álbum interessante, bem gravado e bem feito. O que também temos hoje em dia é a internet e a agilidade nas divulgações de notícias, o que antes era impossível. Sempre procuramos fazer um cronograma forte em colocar novidades em nossas páginas com intuito de mantermos o nome da banda sempre em evidência, pois se em 15 dias nada é publicado já cai no esquecimento. E que seja uma nota que agregue, não adianta publicar asneira, mas sim algo concreto em relação ao seu trabalho.” Guto Mantesso

“De ponto positivo era que antigamente as coisas eram mais duradouras, hoje tudo é muito rápido e passageiro. Você grava um disco hoje e amanhã ninguém nem se lembra dele, aí você grava outro e assim por diante. Tudo sempre correndo, tudo é sempre comparado, avaliado e julgado nesse universo imediatista que vivemos, onde as pessoas te julgam por algo que fez e que não fez da mesma forma. Esse é o problema de hoje, o contato ficou rápido, tudo ficou mais fácil e com isso todo mundo virou meio que dono da verdade. No nosso trabalho, fazemos de coração e todos tem o direito de gostar ou não, mas tem o dever de respeitar. Ponto negativo de hoje é que somos bem mais velhos (risos).” Alax William

“Antigamente o ponto negativo era não termos grana para nada, nem equipamentos e nem para marcarmos shows, e hoje, por conta da internet onde qualquer um fala o que quer e se esconde atrás de uma tela, os pontos negativos são os ‘haters’. Hoje tem ‘hater’ para tudo, futebol, música, MMA, política e etc. O positivo é que hoje você está aberto a inúmeras possibilidades.” Renato Dias “Peixe”



Maiores informações:

www.heaviestband.com
www.facebook.com/Heaviestband

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