100 Demons – “Embrace The Black Light” (2026)
Closed Casket Activities
#Hardcore #PunkRock #Metalcore #MetallicHardcore
Para fãs de: Hatebreed, Merauder, Twitching Tongues, Terror
Texto por Lucas David
Nota: 10
Algumas bandas lançam ótimos discos, mas devido a inúmeros fatores, acabam se separando e deixando apenas sua música como legado. Muitas dessas se reúnem para tocar em festivais e lançar material novo, contudo acabam perdendo o fogo que as movia anos atrás.
Felizmente algumas outras conseguem manter o nível e paixão pelo que fazem e entregam trabalhos consistentes, como é o caso do 100 Demons.
A banda de Connecticut faz um Hardcore agressivo e com muita atitude, assim como manda a cartilha do gênero. Eles lançaram dois discos de estúdio, com o segundo e autointitulado saindo em 2004, antes de darem uma pausa nas atividades. Vinte e dois anos depois eles estão de volta, reunindo em 12 faixas e pouco mais de 35 minutos uma coleção de faixas brutais na forma de Embrace The Black Light.
Matador desde o princípio
Abrindo o disco, “The Nightmare” corre sob um riff de guitarra matador de Jeremy “Bubba” Braddock e Rick Brayall. A bateria de Sean Martin é robusta e com batidas marcantes, além dos vocais agressivos e intimidadores de Pete Morcey, com uma atitude de quem controla o mosh da forma que quer.
“Made For Nothing” tem um groove viciante, além de um ritmo feito para o two-step, mas que aposta em partes rápidas e com bumbos duplos para incendiar o mosh pit.
“Through Seven Eternities” aposta em diversas mudanças de andamento, indo do groove pesado e brutal para o two-step, e com espaço para ataques rápidos de bateria e riffs sujos. É uma faixa que certamente fará sucesso ao vivo devido seu apelo para que todos os presentes cantem o mais alto possível.
“Cold Wind Of The Crossroads” traz um riff mais voltado para o Metalcore, porém com vocais ainda mais agressivos. Cada palavra de Morcey parece um comando para que você destrua tudo à sua frente em um ritmo mais cadenciado e feito para bater cabeça.
Matador até o fim
Perto da metade, um interlúdio com participação dos vocalistas convidados Colin e Taylor Young (Twitching Tongues, God’s Hate), aumenta o peso e adiciona algumas melodias vocais que surpreendem por estarem encaixadas tão bem. O breakdown após essa parte é extremamente potente e um dos melhores do disco.
“Werewolves At The Wall” tem ótimos riffs de guitarra e conta com um refrão pegajoso e melódico. Seu ritmo mais contido, com alguns momentos de explosão, convida para o mosh e é impossível ficar parado enquanto o breakdown brutal acerta em cheio o ouvinte.
Conclusão
Sem enrolação, sem reservas e apenas uma explosão sonora, Embrace The Black Light é um retorno mais do que feliz de uma banda que está certa de seu som, com seu espaço reservado entre as lendas, mas que não se deixou viver apenas pelo passado.
O 100 Demons preparou seu ataque durante todo esse tempo e ele está mais preciso e cirúrgico do que nunca.

