
Ephyra – “The Day Of Return” (2018)
Volcano Records & Promotion
#DeathMetal, #FolkMetal
Para fãs de: Amorphis, Ensiferum, Wintersun
Nota: 8,0
Poucos casamentos entre subgêneros do metal foram tão frutíferos e ricos como o Death Metal e o Folk Metal. Dentre inúmeras bandas que reinventam a roda e adicionam temperos próprios na mistura, os italianos do Ephyra trouxeram muita coisa boa no terceiro disco da banda chamado “The Day of Return”. A começar pelo dueto entre Nadia Casali e os grunhidos de Francesco Braga e a ocarina de Matteo Santoro que, juntamente com corais e guitarras, contribuem para um resultado final digno.
Logo no começo, a música de mesmo nome do álbum já apresenta o contraste entre a doce voz de Nadia e seu companheiro de microfone Francesco. As partes mais clean lembram a atmosfera “viajada” dos finlandeses do Amorphis. Já em “Your Sin”, a ocarina e o chimbal no contratempo ditam um ritmo dançante. No refrão, os dois vocalistas cantam duas melodias distintas que se entrelaçam em um espelho melódico legal de se ouvir.
Talvez o maior problema aqui seja a qualidade dos timbres de guitarra. Os instrumentos soam pouco “encorpados” e até mesmo o baixo não tem aquele punch necessário, talvez por falta de recursos na produção ou um deslize criativo mesmo. Voltando ao disco, o folk e o death abrem um espacinho para o power em “Wayfarer”, com a bateria de John Tagliabue no talo e um refrão acelerado que faz da música qualquer coisa menos enjoativa.
Ao fim, “Sublime Visions” começa com uma nota longa e grave de Francesco e uma intensa harmonização de vozes de fazer inveja a muita banda de sinfônico. Infelizmente, “Dance Between The Rocks” acaba se tornando um claro exemplo de como um maior cuidado com a produção das guitarras/baixo poderia elevar a qualidade do som da banda. O Ephyra definitivamente acertou a mão em “The Day of Return”, porém faltou aquele toque final mais caprichado que é um baita diferencial em um mercado cada vez mais assolado.
Gustavo Maiato