
Terror – “Total Retaliation” (2018)
Nuclear Blast
#Hardcore, #Crossover
Para fãs de: Hatebreed, Agnostic Front, Madball, Cro-Mags
Nota: 9,5
Se o Hatebreed tivesse uma personalidade monstruosa oculta, tipo um “Dr Jekyll e Mr. Hyde”, certamente o Terror seria sua metade bestial. “Total Retaliation” é disparado o disco mais brutal do quarteto americano.
Peso mastodôntico e ódio maciço concentrado são a força motriz de um trabalho que não se furta em promover um linchamento, ainda que metafórico, no ouvinte. O Hardcore novaiorquino já há muito tempo conquistou um espaço próprio na música pesada (apesar da banda ser californiana), deixando de ser um simples subgênero esquecido para se tornar uma realidade, e essa realidade é brutalmente exposta em “Total Retaliation”.
A estrutura das composições é aquela de sempre: refrãos marcantes, com a vizinhança toda cantando junto, andamento pendendo para o cadenciado, peso evidente e a temática social/urbana em destaque. Os primeiros segundos de “This World Never Wanted Me” já demonstram um rancor de alguém que foi rejeitado pelo mundo. Daí por diante, meu amigo, seja bem vindo ao caos e a desordem.
A brutalidade é quase que materializada na sua frente ao som de “One More Enemy” e “Break the Lock”, duas das faixas mais intensas do registro. Uma pequena pausa se dá com “Post Armageddon Interlude”, uma espécie de vinheta hip hop que divide o disco em dois atos de similar violência, voltando à carga total com a paulada “Spirit of Sacrifice”, não dando um segundo de descanso ao ouvinte até a conclusão com “Resistant to the Changes”.
Neste disco, o Terror honrou definitivamente sua alcunha. “Total Retaliation” revive e consolida o real espírito Hardcore. Impactante, viciante, destruidor e altamente indicado.
Ricardo L. Costa