Helevorn – “Aamamata” (2019)

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Helevorn – “Aamamata” (2019)
Solitude Productions | BadMoodMan Music
#DoomGothicMetal#DarkDoomDeathMetal

Para fãs de: SaturnusDraconianSwallow the SunTHE FORESHADOWING

Nota: 10

O Helevorn é uma banda que está em plena ascensão, muito disso graças a sua perseverança e a qualidade sempre alta dos materiais lançados, vide as peças de arte: “Forthcoming Displeasures” e “Compassion Forlorn”, 2010 e 2014 respectivamente. O fato é que os espanhóis vem se consolidando cada vez mais, tocando em grandes festivais junto a outros grandes nomes como: Tiamat, Moonspell, Ahab, Shape Of Despair, Saturnus, entre outros, e  consequentemente conquistando cada vez mais fãs, cravando assim, seu nome entre os expoentes do Dark Metal (termo amplo) de forma consistente e idônea.

“Aamamata” chega para e enriquecer o portfólio de melodias marcantes da banda, além de ser também um passo adiante em termos de composições, arranjos e gravação, essa evolução pode ser facilmente percebida na pesada e densa, “A Sail To Sanity”, faixa de abertura que traz consigo alguns traços progressivos, traços esses que se estendem a praticamente todo disco, tornando-o elegante, digamos assim e ainda mais surpreendente. Seguindo com a audição, temos “Goodbye, Hope”, “Blackened Waves” e “Aurora”, belas em definição, cada uma a seu modo e de maneira peculiar.

“Forgotten Fields” é mais agressiva, dando dinâmica ao disco e abrindo as alas para a poeticamente gótica, “Nostrum Mare (Et Deixo Un Pont De Mar Blava)”, com vocais femininos fazendo narrações, interagindo e criando um belíssimo contraponto junto aos competentes vocais de Josep Brunet.
Por fim chega a trinca responsável por fechar o álbum, “Once Upon A War” mantém o padrão das músicas anteriores, enquanto “The Path to Puya” traz a magnífica voz de Heike Langhans (Draconian), já li críticas sobre sua voz no YouTube (aquela plataforma cheia de críticos musicais com doutorado em lugar algum), pois bem, a moça faz bonito aqui, evocando os grandes momentos do Swallow The Sun no disco, “Emerald Forest And The Blackbird” e Draconian do competente, “Sovran”, uma música realmente belíssima.

O derradeiro suspiro chega com “La Sibil·la”, um momento intimista onde beleza e melancolia se encontram e selam o álbum com doces e etéreas melodias.

“Aamamata” é uma coletânea de riffs memoráveis, atmosferas brumais e momentos introspectivos elevados a proporções épicas, noutras palavras, imperdível!

Fabio Miloch

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