Evo – “Warfare” (2017)
High Roller Records
Nota: 9,0
A capa do trabalho remete aqueles filmes “found footage” cabulosos e, falando muito francamente, não é lá muito atrativa, mas seguindo aquela velha premissa de não julgar o livro pela capa, chegamos a “Warfare”, mais novo trabalho do Evo.
Por se tratar de uma banda da qual nunca ouvi falar, foi interessante descobrir que Evo é o nome de seu vocalista/instrumentista/
Pois bem, a música encontrada em “Warfare” chega a ser empoeirada de tão datada, mas não de uma maneira depreciativa, mas sim de fidelidade às origens. Existe muito de punk, é fato, mas boa parte de Metal e Rock ‘n’ Roll encardido se faz presente. Venom, Motörhead e GBH podem, sim, conviver em harmonia.
São músicas empolgantes e viscerais, inseridas numa realidade muito distante do mainstream. As guitarras roncam estridentemente, mas a magia reside mesmo é nas quatro cordas. O baixo “trovejante” impregna as composições de tal forma que substitui umas três guitarras facilmente. Observe “Cemetery Dirt”, a “rocker” “Pure Filth” e “Burnt Out” para constatar os fatos.
O disco ainda conta com a mão-de-obra mais que especializada de Lips Anvil (Anvil) em “This Man Bleeds Hate” e Fast Eddie Clarke Official (ex-Motörhead) em “Misanthropy” que, aliás, é a cara do guitarrista, além de vários outros convidados menos influentes, que trazem ao registro um clima de confraternização prol Metal.
Se você não é tão jurássico quanto este reumático redator, talvez não se empolgue muito com as referências, mas se já está chegando ao final do primeiro tempo, esse é seu tipo de som. “Warfare” é vida!
*ps.: minhas sinceras desculpas, mas não encontrei um mísero link sequer com alguma música do grupo. É bom o Evo correr atrás disso.
Ricardo L. Costa





