Nephall – “Leiden” (2026)
Independente
#DeathCore #MelodicDeathMetal
Para fãs de: Inferi, Arch Enemy
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 8,5
Cinco anos após o início de suas atividades, a banda paulista Nephall, finalmente, lançou o seu primeiro álbum completo, Leiden, em formato independente. Atualmente, contando em seu line-up com, Lenyn Pitta (guitarra), Rohh Krammer (vocal), Guilherme Otavio (baixo), Patrick Marçal (guitarra) e Lester Traguetta (bateria), a sonoridade do Nephall mescla, de forma homogênea, Melodic Death Metal e Deathcore.
Embora o título do álbum Leiden seja uma palavra em alemão, que em português significa sofrer, a grande maioria de seus composições é em inglês. Em primeiro lugar, em alemão, temos a faixa introdutória “Psychologie eines Besiegten” que, salvo pelos efeitos de fundo de teclados e sintetizadores, é praticamente narrada. Logo depois, temos a visceral “Chosen One”, na qual destaco principalmente os riffs e solos da dupla de guitarristas Pitta e Marçal (Hardgainer, Noldor). Por sorte, já a princípio, encontrei minha favorita no disco.
O vocalista Krammer intercala vários tipos de guturais diferentes, contudo caem como uma luva na sonoridade do Nephall. Ainda mais pesada, rápida e sombria que sua antecessora, “Extinction” tem uma única estrofe em alemão: “a extinção da espécie humana será por falta de humanidade, porque somos seres, não coisas”. Além disso, essa música conta com a participação do vocalista cearense Haru Cage do Corja. A canção “Eris” é dedicada a deusa do caos da mitologia grega, soando única no trabalho, já que conta com a ótima participação da frontwoman paulistana Karina Menascé do Allen Key.
“Lifeless” é, certamente, a música mais extrema do álbum Leiden. Antes que eu esqueça, destaco o elogiável trabalho do baixista Guilherme e do baterista Lester, os quais mantém uma cozinha precisa e intensa. A mesma usual brutalidade se ouve em “Lighthouse in Flames”, mas há de quebra alguns efeitos que lhe dão um clima Symphonic. Ou ainda, talvez, seja apenas por conta da minha impressão, pois, não sei se foi algo deliberado.
Leiden I & II
A faixa que intitula o álbum de estreia do Nephall dividi-se em partes I e II, sendo justamente a responsável por seu encerramento. A primeira parte delas soa ultra acelerada e agressiva, ao mesmo tempo, contendo solos recheados de técnica e melodia. Os guturais flertam com o Grind tamanho o seu nível de ferocidade. Já a segunda parte introduz mais traquila por alguns segundos, porém é tragada por um buraco negro hipermassivo pouco tempo depois.
A parte musical de Leiden é, sem dúvidas, muito positiva, entretanto, não há como não destacar a excelente produção em estúdio. Parabenizo a banda por esse seu importante passo, mas estarei antenado e ansioso pelos próximos capítulos dessa história.





