Evergrey – Manifesto Bar, São Paulo/SP (22/04/2026)

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Evergrey – Manifesto Bar, São Paulo/SP (22/04/2026)

Produção: Honorsounds e Bangers Open Air
Abertura: Silver Dust
Texto por Marcelo Henrique Rocha
Fotos por Rodrigo Faustino

O Manifesto Bar, nos últimos meses, tem voltado a receber nomes relevantes do metal internacional — algo que, anteriormente, não acontecia com tanta frequência. Dessa vez, por exemplo, quem desembarcou na capital paulista foram os suecos do Evergrey, conhecidos por seu metal progressivo intenso, pesado e melancólico, além de carregado de groove. Inclusive, muitos fãs classificam o som da banda como “dark metal” ou “prog dark”.

Para abrir a noite, por outro lado, os suíços do Silver Dust ficaram responsáveis por aquecer o público. A banda aposta em uma sonoridade teatral, melódica e pesada, combinando influências de metal industrial com uma estética visual inspirada no steampunk e no gótico clássico. Além disso, vale destacar que este foi o primeiro show do grupo no Brasil, funcionando como um aquecimento direto para sua participação no Bangers Open Air.

Logo no início, o Silver Dust já demonstrou a que veio ao abrir o set com a explosiva “Fire!”. Em seguida, “I Am Flying” e “Devil’s Dance” deram continuidade à apresentação, sendo que esta última contou com um solo de guitarra executado pelo vocalista e guitarrista Lord Campbell. Nesse sentido, mesmo com o público inicialmente mais contido, aos poucos foi possível notar uma crescente interação e empolgação diante da performance da banda.

Na sequência, “Salve Regina” reforçou a identidade do grupo ao evidenciar a mistura entre peso, técnica e modernidade. Posteriormente, “Lucifer’s Maze” elevou ainda mais a intensidade do show, especialmente com um solo de bateria marcante de Mr. Killjoy, que, aliás, se destacou não apenas pela técnica, mas também por sua presença de palco carismática.

Já caminhando para o final, o Silver Dust apresentou “No Matter How Far Away” e, por fim, “Symphony of Chaos”. Nesse momento, Lord Campbell desceu até o público, criando uma conexão direta e encerrando o set de maneira intimista e envolvente. Assim, mesmo com um tempo reduzido, a banda conseguiu entregar uma apresentação intensa e cativante.

Em seguida, com a casa cheia e o público já aquecido, chegou o momento mais aguardado da noite: a entrada do Evergrey. Sem rodeios, a banda iniciou sua apresentação com “Falling From the Sun”, seguida por “Where August Mourn”, “Weightless” e “Say”. Desde os primeiros minutos, portanto, ficou evidente que o show teria um nível altíssimo, com o público completamente imerso na atmosfera proposta pelo grupo.

Dando continuidade, “The World Is On Fire” apresentou ao público uma amostra do novo álbum “Architects of a New Weave”, previsto para lançamento ainda este ano. Logo depois, a sequência com “Eternal Nocturnal”, “Call Out the Dark” e a clássica “King of Errors” manteve o ritmo elevado. Além disso, “A Silent Arc” ganhou destaque pela execução precisa dos novos integrantes Simen Sandnes e Stephen Platt, evidenciando o entrosamento da formação atual.

Ao mesmo tempo, não se pode deixar de mencionar o trabalho vocal de Tom Englund, Rikard Zander e Johan Niemann, que entregaram interpretações carregadas de emoção, especialmente nos momentos mais melancólicos do repertório.

Mais adiante, “Words Mean Nothing”, que não era tocada desde 2019, surgiu como uma grata surpresa. Em contrapartida, o cover de “I’m Sorry” (Dilba), apresentado apenas com voz e teclado, trouxe uma atmosfera mais intimista e emocional ao show. Na sequência, “Misfortune” e a faixa-título “Architects of a New Weave” mantiveram o alto nível da apresentação.

Após uma breve pausa, contudo, o Evergrey retornou ao palco com ainda mais intensidade. Dessa forma, executaram “A Touch of Blessing”, uma das músicas mais icônicas da carreira da banda, levando o público ao ápice da noite.

Por fim, já na reta final, a banda surpreendeu ao apresentar “Leaving the Emptiness”, faixa inédita ainda não lançada oficialmente. Para encerrar, “OXYGEN!” selou a apresentação de maneira grandiosa, deixando clara a força do novo material.

Em resumo, para os fãs de longa data, o show foi, sem dúvida, memorável e emocionante. Por outro lado, para aqueles que estavam tendo o primeiro contato com o Evergrey, a experiência foi suficiente para conquistar novos admiradores. Portanto, trata-se de uma noite que reafirma não apenas a relevância da banda, mas também a força do metal ao vivo em São Paulo.

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