Coffin Hunters – “Cosmic Dawn” (2026)
Independente
#HeavyMetal #Hard&Heavy
Para fãs de: Grand Funk Railroad, Angel Witch, Judas Priest
Texto por Cristiano Ruiz
Nota: 9,5
Em 17/06/2026, a banda americana de Heavy Metal Coffin Hunters vai lançar, em formato independente, Cosmic Dawn, terceiro álbum completo de sua discografia. O sucessor de Wake the Dead chega, portanto, mais de quatro anos após o seu lançamento. Atualmente, Brian Crites (baixo), Eric H OrSweden (guitarra), Sean Rivera (vocal e teclado) e Brennan Kunkel (bateria) formam o line-up do quarteto californiano da cidade de Sonoma County.
Assim como ocorrera no disco anterior, a produção do atual registro revive a sedutora atmosfera 70’s. Enquanto o estou ouvindo, tanto a incrível voz de Sean Rivera quanto a competente parte instrumental transporam meus pensamentos a minha década favorita, artisticamente falando. Ainda que a sonoridade do Coffin Hunters se defina como Heavy Metal, a energia Classic/Hard/Prog se faz presente na obra quase que em sua totalidade.
Um amanhecer cósmico regado a muito Heavy Metal
Tão logo a faixa “Isle of the Dead” começa a rolar, o mais puro deleite toma conta da audição, de forma ainda mais intensa que em Wake the Dead e The Fire Knight. Ou seja, as atuais composições mostram uma banda que não parou de evoluir e amadurecer. Em seguida, o já revelado single “Skeleton Key” soa mais prazeroso no contexto completo. Aliás, isso ocorre com frequência, há faixas que tocam melhor junto com o disco que de maneira isolada.
A balada “Last Nail in the Coffin” ora me faz pensar em Judas Priest ora em Grand Funk Railroad (power trio era). Assim sendo, como isso poderia não ser maravilhoso, juntar referências sublimes com a personalidade Hard&Heavy Coffin Hunters? Quem ama o que eu acabo de dizer, certamente, responde fácil a essa pergunta.
Já a canção que intitula a obra é dona de uma veia psicodélica que a torna um dos pontos mais altos da mesma. Desde que a ouvi pela primeira vez, consegui entender a criação da capa que leva o seu nome.
Uma sonoridade que quebra a linha do tempo
Embora as composições do Coffin Huntes sejam de tempos recentes, elas se encaixam na década de 1970 de alguma forma, como se realmente tivessem nascido lá. Confesso que é essa confusão temporal em meus pensamentos que mais me faz curtir sua música, mesmo que racionalmente eu saiba exatamente que trata-se de outra geração.
Exemplificando o que afirmo, “Give Up the Ghost” é, inegavelmente, Heavy Metal. Porém, parece que sua alma nasceu bem antes da definição desse subgênero. Logo depois temos a radiante “Red Horizon”, na qual não posso deixar de destacar o trabalho do baterista Brennan Kunkel, que fez sua estreia em estúdio, colocando muita energia em sua linha rítmica.
“Blood Moon” é a música mais Metal do álbum Cosmic Dawn, tanto que ouví-la me fez lembrar de como conheci Coffin Hunters ao escutar a faixa The Fire Knight em 2019. Ela acaba sendo uma exceção dentro do tracklist, mas que funciona perfeitamente bem.
Finalizando, “Nightmare Mass” tem um rica diversificação rítmica, unindo características de Prog/Rock, Heavy Metal, Hard Rock e até Blues. Em suma, temos uma indicação positiva àqueles que amam Rock’n’Roll e Heavy Metal de forma equilibrada.
Congratulations on another inspiring album, Coffin Hunters. You guys walked the line between Hard Rock and Heavy Metal, and the result is splendid.






