Evanescence – “Sanctuary” (2026)

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Evanescence – “Sanctuary” (2026)

Sony Music | Music For Nations
#AlternativeMetal #GothRock #Metalcore

Para fãs de: Lacuna Coil, We Are The Fallen, In This Moment, Bring Me The Horizon

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Carregando a bandeira do metal alternativo com doses de gótico há anos, o Evanescence chega ao seu sexto álbum explorando novos caminhos e renovando o som de uma banda que marcou uma geração inteira de fãs. Sanctuary traz os elementos já característicos do grupo — dramaticidade, teatralidade e emoção —, mas, graças à produção de Jordan Fish (ex-tecladista do Bring Me The Horizon), o novo trabalho ganha uma sofisticação eletrônica que preenche diversos momentos e mantém a música viva por mais tempo.

Os vocais de Amy Lee são impressionantes, mostrando uma força e identidade que muitas pessoas buscam hoje em dia, mas poucas alcançam. Sua capacidade de adicionar camadas de emoção e atitude nas mesmas canções é algo notável, mesmo após tanto tempo desde o início de sua carreira.

O disco abre com “Beautiful Lie”, que já evidencia as influências de Fish na banda, aproximando-se do que o Bring Me The Horizon fez em seu mais recente disco, Post Human: Nex Gen (2024), principalmente com os toques eletrônicos e alguns breakdowns espalhados pela faixa. Seu ritmo mais cadenciado destaca a cozinha potente e os ótimos riffs de guitarra, que trazem Spiritbox e Jinjer à mente. Na sequência, “Tell Me When You’ve Had Enough” apresenta vocais ainda mais emotivos e uma atmosfera quase angustiante, aliada a ótimas passagens de bateria e riffs pesados em um breakdown rápido, porém marcante.

“Who Will You Follow” continua preenchendo todos os requisitos, com guitarras estrondosas, vocais únicos e penetrantes, além de uma produção grandiosa que certamente fará sucesso quando tocada ao vivo. Aliás, muitas das faixas deveriam ser inseridas nos setlists, já que possuem força suficiente para agitar ao lado dos clássicos da banda. “Afterlife” segue na mesma pegada, com um belo refrão e um ritmo ainda mais carregado de peso.

A faixa-título é uma das mais poderosas do disco, com seus quatro minutos de duração e um refrão grudento, conseguindo reunir todos os elementos citados até aqui, trazendo o Evanescence em seu ápice de criatividade e execução. Já “How Do I Heal” entrega uma interpretação comovente — frágil e, ao mesmo tempo, forte o suficiente para se equiparar a “My Immortal”, de 2003. O número de cantoras que conseguem replicar isso pode ser contado nos dedos de uma mão — e ainda sobrariam dedos.

Mesmo contando com alguns momentos em que a parte eletrônica acaba tomando a frente e soando distante do som que conhecemos (“Calm Down”), Sanctuary mostra uma banda que não teve medo de se reinventar e adicionar novas camadas, mantendo sua relevância e potência em um cenário cada vez mais saturado de lançamentos, porém carente do sentimento e da paixão que o Evanescence entrega aqui.

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