RAM – “Against” (2026)

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RAM – “Against” (2026)

Metal Blade Records
#HeavyMetal #HardRock

Para fãs de: Portrait, Judas Priest, Accept

Por: Cristiano Ruiz

Nota: 9,5

Após sete longos anos, a banda sueca de Heavy Metal tradicional RAM, enfim, lança Against, seu sétimo álbum completo, pela Metal Blade Records. Não se sabe a razão desse grande hiato desde o lançamento do aclamado The Throne Within, mas o que importa é o fim do silêncio. A Suécia é um grande berço dos mais diversos subgêneros do Rock e Metal, entretanto, seu Heavy tradicional é um dos capítulos mais especiais dessa história.

Atualmente, os músicos Morgan Petterson (bateria), Harry Granroth (guitarra), Oscar Carlquist (vocal), Martin Jonsson (guitarra) e Desekrator (baixo) formam o line-up do RAM. Desde que iniciou suas atividades e, principalmente após o lançamento de seu debut, Forced Entry, o RAM vem se consolidando como um dos principais nomes do Metal sueco.

Dito isso, será que Against fez valer a pena a espera por ele? Saiba a resposta a seguir.

Quase sem surpresas a princípio, RAM sendo RAM.

O pequeno tema instrumental “Obsession” é tão somente uma ponte para o verdadeiro início do álbum que vem em seguida. Embora o single “Ghost of Emperor” esteja entre as melhores composições de Against, parece trazer a mesma fórmula de The Throne Within. Nesse ponto, caio na pegadinha, acreditando que será um repeteco do disco anterior, entretanto, me engano com convicção (rs).

O que me impressionou em “One vs. All” não é o instrumental me lembrar Accept, já que isso é normal em se tratando de RAM. Ainda que Oscar Carlquist seja seu cantor, ele varia sua voz de forma tão interessante, que chego a pensar ser outro frontman. Contudo, como eu disse, o vocalista não muda. Logo depois, “Abattoir” é aquela música perfeita para fãs de Judas Priest e Motörhead. Como parecer Lemmy e Halford ao memo tempo? Só Mr. Carlquist será capaz de sanar essa dúvida.

A alternância vocal na melhor parte do disco

Elegi “Out of Control” como minha favorita de Against sem hesitar, pois ela mescla Hard & Heavy de um modo irresistível. Se eu disse anteriormente que algumas músicas me fazem achar que é outro vocalista, nessa, mesmo me equivocando mais uma vez, tenho certeza (rs). Aliás, essas alternâncias vocais só fazem crescer o interesse na audição. Antes que eu me esqueça, é necessário elogiar o trabalho impecável da dupla de guitarras, do baixo e da bateria. Em suma, tudo funciona como deve no RAM.

“Leaving” trouxe consigo outra importante reminiscência, aquela sonoridade 70’s do Judas Priest. Carlquist está menos agressivo nesse registro, mas com o feeling no “mode on”, tocando a alma dos fãs da boa e velha música. Mesmo que a faixa-título coloque o “velho” RAM no comando do jogo de volta, os olhos e os ouvidos para o disco já não são os mesmos, estão melhores que antes.

O outro single “Night Blade” contém peso e intensidade, assim como é recheado de diversão. Ou seja, mais um ótimo momento na audição. A produção, diga-se de passagem, só merece elogios, como tudo que a Metal Blade apresenta nas últimas décadas.

A trinca final

Antes de mais nada, ouvindo “Rising Again” defino esse novo trabalho do RAM como uma mistura de Judas Priest e Accept, com temáticas semelhantes ao conterrâneo Portrait, que igualmente está entre minhas bandas suecas prediletas.

Sim, “1984”, que musicalmente tem tons sombrios, é sobre o clássico literário de George Orwell. No entanto, RAM atualiza o romance para o presente de uma forma mais cruel. Não é só o Estado que observa e tenta invadir a vida dos indivíduos, mas cada um de nós faz papel de tele-tela e da polícia do pensamento. Em outras palavras, o Estado nos colocou a seu serviço, uns contra os outros, através das diversas ideologias vigentes.

Finalizando Against, “Final Hour” funciona como aqueles clássicos Hard’N’Heavy dos Judas Priest, do período entre 1982 a 1984, que disparam os corações a fim de fazer com que os pescoços se movimentem ao ritmo do Metal.

Grattis till det utmärkta nya albumet, RAM, men snälla låt oss inte vänta ytterligare 7 år på nästa.

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