Methane – “Demolate” (2026)
Fireflash Records | Shinigami Records
#ThrashMetal #Crossover #Hardcore #GrooveMetal
Para fãs de: Municipal Waste, Biohazard, Havok, Exodus
Texto por: Lucas David
Nota: 10
Chegando ao seu terceiro disco de estúdio, o Methane, supergrupo formado pelos já veteranos da cena Tim Scott (baixo e vocal, ex-Revenant), Jimi Mästerbo (guitarra, ex-Hell Patrol), Markus Grundström (guitarra, ex-Cryonic Temple) e Richard Fredriksson (bateria, ex-Arsenite), mantém o compromisso de entregar um Thrash Metal moderno e bem executado. São oito faixas com guitarras cortantes, uma cozinha potente e ótimos vocais que levam você diretamente para o mosh.
“Demolate” é um ataque visceral que vai além da velocidade desenfreada, apostando em ótimas doses de groove diretamente do Hardcore. Essa combinação melhora ainda mais o som e torna o impacto imediato. Os breakdowns, aliados a excelentes refrãos, são feitos para cantar em coro e tornam impossível passar por qualquer uma das faixas sem bater cabeça ou gritar junto com o vocalista.
“360° of Destruction” abre o disco sem grandes firulas, indo direto ao ponto com riffs sujos e um baixo extremamente pesado e pulsante. Além disso, os vocais de Scott transmitem autoridade e potência para comandar as massas enquanto destroem tudo no mosh.
“Alcoholocaust” finca o pé no acelerador em um ritmo insano, com ótimas passagens da dupla Mästerbo/Grundström, que também entrega solos matadores. Já em “Research Chemicals”, os breves momentos de groove — presentes no início, no refrão e no meio da faixa — são contagiantes e fazem a diferença, mesmo diante da velocidade que domina o restante da execução.
A faixa-título retoma a velocidade com a cozinha ainda mais afiada, entregando linhas robustas de baixo e uma bateria brutal, principalmente nos momentos mais velozes. Entretanto, a banda também diminui o ritmo, enquanto as guitarras apresentam solos com muita melodia e fritação.
Fechando o disco, “I Fuck For Beer” traz o melhor de Municipal Waste e Tankard, com a velocidade em destaque, ótimos vocais em coro e riffs tão destruidores que até o mosh pit ganhará uma vida extra. É uma peça rápida e sem firulas, que não deixa a energia diminuir em nenhum momento e encerra tudo da melhor forma possível.
Com um golpe direto na jugular e pouco menos de 27 minutos de duração, o Methane mostra total domínio de uma sonoridade que exige força e energia. E faz isso como se estivesse em cima do palco.
Cada faixa é uma explosão de riffs e solos, sem espaço para respirar, empurrando para fora aqueles que não aguentam a dose de poder que “Demolate” carrega. Certamente, o álbum estará no repeat algumas vezes. Recomendamos ouvir no volume máximo!





