Aerodyne – “Breaking Free” (2017)
Street Symphonies
#HardRock, #SleazeRock
Para fãs de: CrashDïet, Crazy Lixx, Hardcore Superstar
Nota: 8,0
A união de forças entre as duas principais bandas de Gotemburgo deu origem ao Aerodyne em janeiro de 2016, e bastaram um EP (“Aerodyne”) e um videoclipe (“Old Flames Die Hard”) para o quarteto cair nas graças do público. O som, o típico Sleaze Rock que o Crashdïet levou para além do território escandinavo; um lance honesto, repleto de atitude e que bebe nas melhores fontes possíveis: o visual glam originalmente britânico em releitura metálica oitentista estadunidense e o som que abraça tanto o hard rock clássico, rifferama, como o metal que dominava o mundo três décadas atrás, além de uma pitada de punk rock no aspecto “caguei para a sua opinião”.
É nessa hora que você me pergunta qual o diferencial desses caras em relação a todas as bandas do gênero surgidas na Suécia na última década… e a minha resposta para você é: o fator orgânico. Esqueça a superprodução. Esqueça as camadas e mais camadas de instrumentos e efeitos. Crueza é a palavra de ordem por aqui, e isso fica claro já nos primeiros compassos de “As Above So Below”, que abre este “Breaking Free”. A aspereza da guitarra faz do instrumento uma lâmina sonora das mais afiadas, e o tal Johan Bergman revela-se um músico de primeira: suas seis cordas são a infantaria do Aerodyne.
Talvez o elo mais fraco seja o vocalista Daniel Almqvist — nenhum parentesco com o vocalista do The Hives, suponho eu —, cujo registro não vai além das frequências médias, o que ele compensa vociferando furiosa e decididamente, como no refrão da acelerada faixa-título, o primeiro momento faux heavy metal do álbum — sendo a fotocópia “Until You’re Gone” o segundo. “We All Live a Lie” é como se fosse a “Born To Be Wild” dos caras; levadão motociclista nos versos e um refrão que ecoa “Rockin’ in the Free World”. Por fim temos “Run Away”, com participação de Danny Rexon do Crazy Lixx que, como um mestre em fim de treinamento, saúda o discípulo com a certeza de que acabou de formar um novo mestre. E ganhar um novo concorrente.
Marcelo Vieira
