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Aeternum Mausoleum – “Ecos do Panteão” (2026)

Aeternum Mausoleum – “Ecos do Panteão” (2026)

Brazilian Ritual Records
#BlackMetal #DeathMetal

Para fãs de: Varathron, Sangue de Bode, Rotting Christ

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Cada vez mais o underground nacional se mostra vivo e extremamente produtivo, apresentando bandas com qualidade e identidade próprias, sem deixar que apenas o mainstream seja visto e apreciado. Para aqueles que vão além do conhecido e, muitas vezes, do “batido”, o metal tem muito a oferecer, principalmente com bandas como o Aeternum Mausoleum.

Diversos anúncios sobre o lançamento do novo disco da banda começaram a aparecer nas redes sociais, e resolvi conhecer seu trabalho. Felizmente, foi uma grata surpresa. Apresentando um som que toma como influência o lado mais obscuro e helênico do Black Metal, Ecos do Panteão é um álbum que pode não trazer modernidade ou elementos inéditos para o gênero, mas consegue trilhar um caminho seguro, bebendo da fonte de grandes nomes como Rotting Christ e Varathron.

A abertura com “Érebos” traz guitarras rápidas e cortantes de Felipe Brito. Os vocais de Fernando Iser, cantados em português, se destacam por serem agressivos e, ao mesmo tempo, perfeitamente compreensíveis. A cozinha faz um ótimo trabalho ao manter peso e ritmo constantes, seja nos blast beats ou nas partes mais cadenciadas. “Suprema Nereide Atlântica” acelera ainda mais, evocando o Rotting Christ da era Thy Mighty Contract (1993), com ótimos riffs de guitarra. A parte cadenciada assume um tom épico, carregado de teclados que criam uma atmosfera soturna e se encaixam muito bem aos vocais.

“Noctara” aposta em um ritmo mais cadenciado e em uma ótima letra sobre uma poderosa bruxa das sombras. “Olhos de Serpente (Thulsa Doom)” retoma a velocidade e investe novamente na atmosfera épica. O teclado cria uma ambientação grandiosa, com nuances que remetem ao Power Metal, fazendo referência à arte da capa e ao vasto universo de Conan. “Rei das Sombras” mantém essa proposta épica, sustentada por riffs hipnóticos. A atmosfera conduz o ouvinte por um caminho sombrio e envolvente, resgatando o que há de melhor nos grandes clássicos do gênero.

Sendo este apenas o seu álbum de estreia, o Aeternum Mausoleum já demonstra ter potencial para ultrapassar as fronteiras do underground e conquistar espaços cada vez maiores. Mesmo sem reinventar o estilo, Ecos do Panteão mostra uma banda que encontrou sua identidade ao reverenciar os mestres do Black Metal, mas também imprimir personalidade por meio de uma ótima execução, letras em português e muita atitude.

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