Airforce – “Acts of Madness” (2025)

Airforce - Acts Of Madness
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Airforce – “Acts of Madness” (2025)

RPM ROAR
#NWOBHM #HeavyMetal

Para fãs de: Iron Maiden, Raven, Saxon

Texto por Caio Siqueira Iocohama

Nota: 8,0

Mais de três décadas após sua fundação, o Airforce chega a 2025 com Acts of Madness, um álbum que consolida a força do grupo formado por veteranos da cena britânica. Liderado por Doug Sampson (ex-Iron Maiden), ao lado de Chop Pitman (guitarra), Tony Hatton (baixo) e o português Flávio Lino (vocais), o disco traz 11 faixas que combinam a tradição da New Wave of British Heavy Metal com uma produção atual e vigorosa. O resultado é um trabalho que, mesmo dialogando com o passado, soa vivo e relevante.

A abertura com “Among the Shadows” já mostra que a banda não está para brincadeira: riffs afiados, refrão marcante e a voz de Lino em perfeita sintonia com a pegada clássica. “Life Turns to Dust” mantém um bom peso e a identidade do Airforce se impõe.

“The Fury”, escolhida como single, é uma das mais fortes do disco. Direta e energética, com um clipe filmado em Zagreb, ela resume bem a proposta do álbum, que é um metal clássico com fôlego renovado. Em contraste, “Cursed Moon” traz um clima mais sombrio, quase épico, revelando a versatilidade da banda.

“Sniper” e “Lost Forever” formam o miolo mais agressivo do álbum, com riffs que lembram a fase mais tradicional e típica da NWOBHM. Já “Westworld” tem linhas mais melódicas e atmosfera quase “cinematográfica”. O grande destaque vem em “Heroes”, faixa BEM pesada, que funciona como homenagem a gerações de músicos e fãs que mantiveram vivo o espírito do heavy metal, basicamente uma ode ao Heavy Metal oitentista..

A reta final traz duas pancadas certeiras: “Obliterated”, seca e direta, e “Hacksaw Ridge”, que combina velocidade com peso em uma narrativa inspirada pela guerra. O encerramento com “Strange World”, cover do Iron Maiden, é simbólico. Doug Sampson revisita suas origens, mas o faz de maneira respeitosa, mantendo a delicadeza da versão original, sem abrir mão de sua marca pessoal.

Assim, o álbum se coloca como um dos bons registros recentes da NWOBHM, sem nostalgia excessiva, mas com respeito ao legado. É um trabalho que deve agradar tanto aos fãs de Iron Maiden quanto a qualquer amante do heavy metal clássico.

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