American Black Legion – “Vol. 1” (2018) (Coletânea)
Black Legion Productions
#DeathMetal, #BlackMetal, #HeavyMetal
Nota: 10
Não que coletâneas de gravadoras e assessorias incluindo as suas bandas sejam novidade, na verdade é algo bem antigo e sempre foi muito útil para podermos descobrir inúmeras bandas que talvez ficassem no anonimato se não fossem essas compilações. Cheguei a me questionar se elas ainda teriam algum efeito nos dias de hoje, após o fácil acesso aos downloads que mudou o mercado musical desde os anos 2000, pois basta pesquisar na internet que se acha tudo de uma banda para a audição. Nos últimos anos foi o streaming que entrou em cena e acredito que isso tenha resgatado esse espírito de coletâneas, pois os usuários dessas plataformas costumam ouvir playlists de suas bandas favoritas e não mais o disco inteiro, o que pode ter resgatado essa essência.
Para esse compilado, o selo/assessoria Black Legion pegou inúmeras bandas brasileiras e algumas internacionais para compor músicas que navegam desde o Heavy Metal até algo mais pesado, dentro do Death e Black Metal. Como todo o material desse tipo que preze por uma boa divulgação das bandas envolvidas, o encarte conta com fotos e informações sobre as bandas.
O Chaos Synopsis foi responsável por abrir o disco com a poderosíssima “Storm Of Chaos”, dando aquela sensação que só ali já valeria a pena a audição. Ainda temos o som extremo do Peso Morto com a faixa “Suicídio Lento” e Doi-Cod com “Anos de Chumbo” representando o Death Metal. Indo para o Black Metal, as bandas Diabállein e Orthros deixam seu recado com as belas e pesadas faixas “The Legend of Seven Catacombs” e “Hades”. Interessante ver o som da banda paraguaia Ariman, com a faixa “World in Flames”, totalmente inspirada em King Diamond, explorando um bom trabalho de guitarras e solos.
O resultado da coletânea, são 15 faixas que focam no extremismo e peso mesmo que passe por vários gêneros. Um bom disco a se escutar que proporcionará um grande número de bandas boas, que até então eram desconhecidas para mim.
Victor Augusto
