
Amon Amarth – “The Great Heathen Army” (2022)
Metal Blade Records | Rock Brigade Records
#VikingMetal #MelodicDeathMetal #DeathMetal
Para fãs de: Kataklysm, Hypocrisy, At The Gates, Unleashed, Arch Enemy
Nota: 8,5
Décimo segundo álbum de estúdio dos reis do Viking Metal, e se você acompanha a carreira dos suecos desde os primórdios já sabe que, após “Fate Of Norns” (2004) todos os álbuns trouxeram o lado mais Heavy Metal em propulsão. Ok, vou ser mais correto, após “Twilight Of The Thunder God” (2008), esse detalhe realmente passou de detalhe para fato, o que para muitos fãs mais antigos daquele Death Metal mais “grosso”, “rude” e “ogro” pode ter se tornado um problema, e de certo modo compreensível, mas discordo quando falam que a banda “se perdeu”, “afrouxou” ou “perdeu peso”.
Na minha concepção, o quinteto só deixou de a “podridão” de lado, investindo em uma sonoridade mais requintada. Para os fãs antigos, isso é sinônimo de perda de agressividade e peso, mas eu não vejo dessa forma, mesmo conhecendo a banda desde seu EP de estreia no já longínquo ano de 1996. Eu afirmo, categoricamente, e sem medo de errar, que sou muito mais fã da banda do “Fate Of Norns” em diante, e mais ainda após o “Twilight Of The Thunder God”, pois daí para frente eles encontraram seu som!
Tudo bem que no álbum anterior, o para muitos meio insosso “Berserker” (2019) por ser mais Heavy Metal que Death Metal, deixou realmente um pouco o peso cavalar já conhecido – digamos assim – em menos intensidade numa espécie de Iron Maiden Death Metal. Não está certo, mas também não está errado (risos).
Por conta disso, creio que “The Great Heathen Army” veio mais pesado, agressivo e robusto, trazendo um pouco a vibe dos álbuns “Surtur Rising” (2011), pulando o fator épico de “Deceiver Of The Gods” (2013), com “Jomsviking” (2015), pois em “The Great Heathen Army” uma de suas características, na minha opinião, é a ausência de traços épicos.
Um outro fator que torna esse novo álbum realmente melhor que seu antecessor é a produção muito melhor, mais pesada e cristalina de Andy Sneap. O cara onde põe a mão as chances de dar zebra é zero!
O lado brutal e pesado em “The Great Heathen Army” está presente? Sim, e as faixas “Get In The Ring”, a faixa-título, a feliz – mas brutal – “Heidrum”, “Oden Owns You All” e “Saxons And Vikings”, essa última com Biff Byfford (vocal/Saxon) em dueto com Johan Hegg, são os ‘crème de la crème’ de todo o trabalho, mas outras aparecem uns degraus mais abaixo, e não menos interessantes, como, por exemplo, “Find A Way Or Make One” e “Skagul Rides With Me”, que não decepcionam em nada.
Para fechar, temos a longa “The Serpent’s Trail”, a única que realmente traz aquele lado mais épico de volta, chega a empolgar em seu refrão, mas se arrasta por aqueles momentos enfadonhos que o Iron Maiden vem produzindo nos últimos anos, vulgo chatice.
Se quer realmente bangear e se empolgar com o Amon Amarth que te representa muito, ouça no último volume “The Great Heathen Army”, “Get In The Rings”, “Saxons And Vikings” e, a estupenda “Oden Owns You All”, pois você não irá se arrepender. Obs: Senti falta de uma faixa estilo “Raise Your Horns”, se você é fã da rifferama amon amarthiniana como eu, vai me entender (risos).
Johnny Z.









