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Anguere – “Castigo” (EP) (2020)

Anguere “Castigo” (EP) (2020)
WTF Records
#Hardcore#Crossover#ThrashMetal

Para fãs de: Ratos de PorãoTumulto

Nota: 7,5

A banda Anguere foi formada no final de 2008 na cidade de Rio Claro (SP), e traz em sua sonoridade uma mistura bem interessante entre o Hardcore e o Thrash Metal, criando uma atmosfera bastante agressiva na sua música. Após dois álbuns e dois EPs, o grupo lança agora “Castigo”, um EP contendo 03 faixas e mais uma bônus, oportunidade em que também estréia uma nova formação, que hoje é composta por Thiago Soares (vocal), Cleber Roccon (guitarra) e Pedro Amaro Gianchetti (bateria). De acordo com a banda, o trabalho vem baseado na temática de que toda ação ruim, uma hora acaba voltando pra você na forma de castigo. O grupo também contou com a participação de Eder Cardoso, vocalista da banda Escarras em uma das faixas, trazendo um clima de união underground.

O EP abre om “Zé Pequeno”, que em sua introdução traz a clássica “Qual é Dadinho? Dadinho é o caralho, meu nome agora é Zé Pequeno, porra!”, e apresenta a guitarra com uma pegada Thrash, pesada e agressiva, em quanto baixo e bateria se encarrega de destilar a fúria do HC. Na seqüência, “Você Não Sabe de Onde Eu Vim”, um Hardcore brutal, com as mesmas características da faixa anterior, mas com uma linha mais direta e suja. Destaque para a cozinha da banda, onde o baterista Pedro Amaro Giachetti demonstra uma pegada muito influenciada pelo Hardcore novaiorquino. A veia mais Thrash do grupo surge em “Olho Gordo”, na opinião deste que vos escreve, a melhor faixa do trabalho, pois reúne aqui, de forma muito inteligente, os dois lados do grupo, quais sejam, a brutalidade do thrash e a agressividade do Hardcore. Como bônus, temos a faixa “Chacina”, outro bom momento, que, como as faixas regulares, prima pelo peso e agressividade.

“Castigo” é, musicalmente, um trabalho de altíssimo nível. Mas, porquê a nota é 7,5 então? Bem, isso é algo todos aqui no Metal Na Lata vem insistindo há muito, mas muito tempo. Acredito que 99,99% de todos que escrevem sobre Rock/Metal no Brasil, trabalhem, tenham família e vida fora deste contexto. Portanto, passou da hora das bandas entenderem que precisam investir no profissionalismo na hora de divulgar seu material. Como já disse um amigo, muitas vezes fazer uma resenha é quase que uma “busca ao tesouro”, na caça de informações. Quando uma banda divulga seu trabalho, ainda mais com um nível musical muito acima da média, e decide enviá-lo para os veículos de comunicação, tem que ter esse cuidado. Musicalmente, o grupo mandou bem. Já na divulgação, deixou a desejar. Por isso a nota não é maior.

Sergiomar Menezes

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