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Annisokay – “Arms” (2018)


Annisokay
 – “Arms” (2018)

Arising RecordingsNuclear Blast
#Metalcore#ModernMetal#PostHardcore

Para fãs de: VenuesFor TodayUnderoath

Nota: 9,0

Com o nome baseado em um famoso refrão de Michael Jackson, a banda alemã Annisokay vem com mais um álbum numa carreira relativamente curta, mas muito prolífera, já que este é o quarto cd numa discografia que ainda tem 2 ep’s.

Sua sonoridade é absurdamente moderna e abrangente (boa parte de “Private Paradise” é mais condizente com nomes como Jay-Z e Beyoncé do que uma banda que se envereda pelo rock e suas vertentes). Vocal limpo e meio “chorado”, gutural raivoso de boutique, guitarras cheias de texturas e camadas além de outros detalhes que certamente irão fazer muita gente pensar no que a Nuclear Blast tem na cabeça pra investir nessas maluquices.

“Arms” não é o tipo de disco que serve pra tudo e todos. Seu multi direcionamento sonoro acaba por estreitar o campo de atuação. É preciso ter uma disposição para encarar o diferente e não usual e então conferir e apreciar as 12 faixas presentes no disco. Em hipótese alguma quero supor que é um som para mega dotados e pessoas de intelecto superior apenas, mas não é para agradar a todos. Ouça “Unware” e seu magnifico refrão e tente imaginar aquele seu tiozão “metaleiro” velho de guerra que parou de contar estilos quando chegou a existir death melódico. Não rola, não adianta que não dá certo.

Os comentários acima parecem mostrar a receita do desastre, mas acontece que o resultado final é muito bom. Dane-se se é lotados de elementos eletrônicos, Djent, pop rock e inúmeras outras influências. Aprouve dessa salada funcionar bem em conjunto e com isso termos em mãos um álbum desafiador, experimental e o principal, bom de se ouvir.

Ah, você tem todo o direito de achar isso aqui um amontoado de coisa sem sentido, é um direito seu, mas quero instiga-lo com o benefício da curiosidade e ir atrás de “Arms” em sua plataforma de streaming favorita e conferir por si próprio se o que foi dito aqui se aproxima da verdade ou não.

Márllon Matos

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