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Artillery – “X” (2021)

Artillery“X” (2021)
Metal Blade Records
#HeavyMetal, #ThrashMetal

Para fãs de: Anthrax, Annihilator, Overkill

Nota: 8,0

Álbum coeso, que mantém intacta a proposta e a reputação da banda desde o sua estreia com “Fear of Tomorrow”, de 1985. Claro que não temos mais a voz de Flemming Rönsdorf, que na época que conheci me deixou bastante impactado pela potência e distinção vocal, algo sombrio, forte e melódico. Mas, vamos aqui falar de “X”. Achei um álbum bastante consistente e com o apelo é típico do Artillery, esbanjando riffs poderosos e com aquela combinação perfeita entre agressividade e melodia, formando uma linha Heavy, Thrash e às vezes até Power Metal.

Quando penso em Thrash Metal, o que vem em minha mente são bandas como Slayer, Exodus, Heathen, Death Angel, Overkill, mas se aqui você pensa em encontrar o Artillery de antigamente, ou dos álbuns “Fear of Tommorow” ou “By Innenhance”, por exemplo, vai se surpreender com uma proposta bem diferente.

É nítido o crescimento da banda em termos de criatividade. Considero um ótimo lançamento, mesmo não tendo nada de inovador, mas é muito bom termos uma banda com praticamente 40 anos de estrada produzindo músicas com qualidade. Mesmo com a triste perda do guitarrista, um dos principais compositores e membro fundador Morten Stutzer, falecido em 2019, seu irmão Michael Stutzer conseguiu manter não só o nível elevado, como também conseguiu encontrar um guitarrista a altura para ocupar a vaga de Morten. Kræn Meier não só trouxe sangue novo como caiu como uma luva!

Alguns toques mais melódicos e tradicionais aqui e ali, como por exemplo nas faixas “Turn Up the Rage” e “In Your Mind”, a essência Thrash Metal dos dinamarqueses continua intacta. Talvez a voz mais melódica e dinâmica de Michael Bastholm Dahl, inseridos na massa cru do Thrash da banda, possa escancarar mais esses detalhes, mas não ache isso um ponto negativo! Temos até uma “balada” acústica em “The Ghost of Me”!

“The Devil’s Symphony” e “Force Of Indifference” são verdadeiros petardos Thrash para ninguém botar defeito numa saraivada de riffs bem evidentes. Até se arriscaram a entrar numa zona mais épica com “Mors Ontologica (The Death of the Spirit)” que ficou excepcional!

Quem conhece e acompanha a banda vai gostar com certeza, quem não conhece vai achar bem interessante e fará buscas pelos outros registros antigos.

Meus destaques pessoais vão para “In Your Mind”, “Force Of Indifference” e “Turn Up The Rage”. Se gosta de verdade de Thrash com fortes inspirações clássicas, vai adorar esse álbum!

Wilson Yamada

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