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Ashbury – “Eye of the Stygian Witches” (2018)


Ashbury – “Eye of the Stygian Witches” (2018)
High Roller Records
#HardRock#AcousticRock#ProtoMetal

Para fãs de: Jethro TullWishbone Ash, Yes

Nota: 8,5

O Ashbury vem de Tucson, Arizona e foi fundado em 1980 pelos irmãos Randy (guitarra e vocais) e Rob Davis (vocais e violão), sem se prender aos rótulos. Com um som influenciado tanto por MPB – Metal Pesado Britânico, achou que era o que? – quanto pelos Allman e Doobie Brothers, o Ashbury pagou o preço alto de nunca, jamais, em tempo algum, ter nadado em outros mares sem ser o do cult. Seu primeiro álbum, “Endless Skies”, data de 1983, enquanto que o segundo, “Something Funny Going On”, só veria a luz do dia 21 anos mais tarde.

De lá para cá, muita coisa aconteceu na cidade que a Jo Jo de “Get Back” dos Beatles deixou por um pouco de maconha californiana e, passados quase dez anos desde o início de sua concepção, eis que temos em mãos o terceiro álbum do Ashbury. Apesar de nome e capa indicarem o contrário, “Eye of the Stygian Witches” não é uma obra conceitual, “onde são abordados diversos temas”, segundo me disse o próprio Rob Davis. Quem manja de mitologia grega ou jogou o mínimo que seja de God of War sacou na hora a referência a Perseu e a Medusa no título, mas ainda segundo Davis, há um “paralelo que se estabelece com a modernidade, na forma do olho que tudo vê e, por isso, pode ajudar a humanidade a solucionar seus problemas.” Talvez não tenha sido só a Jo Jo que andou fumando unzinho. Brincadeirinha, Rob!

Musicalmente, “Eye of the Stygian Witches” vagueia por terrenos que vão desde o hard rock cru e direto (“End of All Time”) até números acústicos (“Summer Fades Away”) e momentos em que a pretensão/êxtase roqueiro assumem a dianteira, como na já citada faixa-título e em “Faceless Waters”, que talvez consista no grande momento do álbum, além de sintetizar como nenhuma outra aqui presente a missão do Ashbury nesses quase quarenta anos de existência: mantenha-se fiel, custe o que custar, àquilo que você acredita. E se isso significar jogar Black Sabbath e Jethro Tull no mesmo caldeirão, simplesmente jogue.

Marcelo Vieira

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