Ashen – “Leave the Flesh Behind” (2025)

ASHEN
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Ashen – “Leave the Flesh Behind” (2025)

Redefining Darkness Records
#DeathMetal #ExtremeMetal #TechnicalDeathMetal

Para fãs de: Dismember, Obituary, Immolation, Incantation

Texto por Thiago Silva

Nota: 9,0

A novata banda australiana de death metal Ashen chega ao mundo mostrando força e brutalidade. Formada recentemente em Perth, em 2020, o quarteto é composto por Josh Harris (baixo), Ben Mazzarol (bateria), Shannon Over (guitarra) e Richard Clements (vocal).

Já em 2021, a banda lançou o EP “Godless Oath”, que abriu caminho para seu primeiro álbum completo, “Ritual of Ash”, um trabalho avassalador que trouxe elementos de melodic death metal sem perder a essência old school. O disco foi bem recebido pela crítica e mostrou peso, modernidade e qualidade musical. Agora, em 2025, mantendo a mesma formação, o Ashen retorna com ainda mais força em “Leave the Flesh Behind”, um álbum destruidor.

Aqui, a banda acrescenta ainda mais peso e técnica, desde os vocais insanos de Richard até as linhas absurdas de baixo de Harris. A produção é impecável, permitindo que cada instrumento seja plenamente apreciado. Gravado em 2024 no Overkill Studios, o álbum contou com mixagem e masterização no Studio MT, na Suécia, resultando em um trabalho sonoro esplêndido.

A abertura com “Devourer” já mostra a brutalidade da banda: um início cadenciado e pesado, seguido por explosões de agressividade. Em “Ancestral Gate”, a sonoridade ganha ares épicos antes de se transformar em um tornado devastador, com vocais intensos, riffs cortantes e blast beats perturbadores.

“Aeon” traz uma atmosfera ritualística e macabra, com peso cadenciado que desemboca em um final acelerado, preparando o terreno para a faixa-título “Leave the Flesh Behind”, uma verdadeira ode ao death metal old school, que remete diretamente às bandas clássicas do gênero.

Na sequência, “Void Within” mantém a brutalidade, com viradas de bateria magistrais, guitarras violentas e vocais que soam como puro caos. “Ageless” segue na mesma linha, enquanto “Reincarnate” aposta em um peso arrastado que culmina em uma explosão final sufocante.

“Infinite Sea” conduz o ouvinte a uma viagem pelo oceano infinito do death metal, com cadência e blast beats intensos que buscam afundá-lo de vez. Já “Severed” exibe técnica refinada e alternância entre cadência e velocidade, soando como uma tortura visceral.

O fechamento fica por conta de “Blood Offering”, que entrega um death metal direto, brutal e sanguinário, encerrando de forma esmagadora este trabalho marcante.

Considerações finais: “Leave the Flesh Behind” é uma grata surpresa. O Ashen mostra que é possível incorporar elementos modernos sem perder os moldes do death metal old school, resultando em um álbum excepcional para fãs do gênero.

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