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Asphodelus – “Stygian Dreams” (2019)

Asphodelus – “Stygian Dreams” (2019)
Terror From Hell Records
#DeathDoomMetal#DoomGothicMetal

Para fãs de: Katatonia (antigo), Anathema (antigo), Tiamat (antigo), My Dying Bride

Nota: 10

Eis que finalmente o trio finlandês Asphodelus lança seu primeiro álbum completo, as expectativas eram enormes e foram devidamente atendidas, aliás foram além, pois “Stygian Dreams” é daqueles “raros” discos que prendem a atenção do início ao fim. As demos e EP’s lançados anteriormente deixavam claras todas as múltiplas influências e qualidades do grupo.

“Stygian Dreams” é uma homenagem póstuma a todas as bandas que fizeram dos anos 90 a melhor década para o Death Doom e o Gothic Metal, indo adiante, ao que elas representaram e continuam a representar, com exceção do Anathema, já que esta renega o próprio passado (infelizmente).

São apenas 8 temas que nos transportam diretamente para algum lugar entre 91 e 97, a sonoridade disserta sobre suas próprias influências em cada riff, em cada batida da bateria, nos vocais, até mesmo a introdução transmite essa sensação, essa nostalgia, um déjà-vu musical sem critérios, apenas a paixão pelo gênero. Além das bandas já citadas, há também muito de outros nomes mais obscuros e/ou pouco conhecidos e difundidos como: Lake Of Tears, Cemetary, Lacrimas Profundere, Neolithic e Substance For God.

Por diversas vezes temos aquela sensação de..:”já ouvi isso em algum lugar”, e é compreensível, pois as faixas foram cuidadosamente selecionadas e lapidadas chegando a parecer mais um “greatest hits”. Há uma dose generosa de zelo e preocupação que permeia todas as músicas. As passagens inusitadas, as mudanças repentinas de andamento, os teclados que surgem esporadicamente para abrilhantar ainda mais o trabalho, tudo de forma nítida e bem desenvolvida, característica essa, explícita nas faixas, “Stygian Dreaming”, “The Hourglass Infernal” e “Where Freezing Spirits Fall”.

Sem me alongar (mais), altamente recomendado!!! Já tem lugar cativo nos meus “melhores do ano”.

Fábio Miloch

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