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Audionerve – “Burn Your Sistem” (2017)

Audionerve – “Burn Your System” (2017)
Independente
#GrooveMetal

Nota: 10

Parem as máquinas, parem tudo, parem a porra do mundo pois o projeto Audionerve chegou para destruir tudo sem dó nem piedade.

Você que leu essas parcas palavras já deve pensar que se trata de mais uma banda de Death Metal ultra rápido e brutal mais parecida como uma britadeira ambulante, certo? Ledo engano meus caros!

A Brutalidade aqui é na melodia, riffs em afinação lá embaixo, cadência e versatilidade a níveis estratosféricos que penetram sua espinha cortando osso por osso!

Alguns podem até viras as costas para bandas mais groovadas como Coal ChamberSlipknot, e afins, mas eu insisto que deixem esse preconceito idiota de lado e escutem o que de melhor existe num estilo moderno mais voltado para a brutalidade com fortes inclinações vindas do Hardcore e Thrash Metal.

Imaginem uma mistura de DevilDriver e Sepultura, com vocais exponenciando a versatilidade de forma nunca antes vista. Digo isso pois o venezuelano Andres Vincze (Tilt X / Monastery), consegue unir qualidades de grandes vocalistas como de Dez Fafara (Coal Chamber/DevilDriver) e Derrick Green (Sepultura), indo além deles, mostrando muita originalidade e juntando facetas vocálicas únicas que só consegue fazer quem realmente tem o dom mesmo! O cara tem um gogó de monstro!

Junto com Andres temos o húngaro Gergő Hájer (Omega Diatribe) nas guitarras, baixo e programações, se mostrando um verdadeiro monstro na criação de explosão de peso, melodias arrastadas cativantes e ‘groovadas’ em se tratando de guitarra!

Completam o time alguns grandes convidados especiais na bateria como Nick Oshiro (Static-X), Kevin Talley (Suffocation) dentre outros.

Simplesmente um dos discos que ouvi até agora que mais me fascinaram e chamara a atenção! Peso arrasa quarteirão para ninguém botar defeito!

“Politpigs”, a mais rápida e veloz por conta dos blast beats de Kevin Talley, massacram cruelmente os tímpanos até de quem está calejado desse tipo de som. Massacram de uma forma que nos tornamos verdadeiros masoquistas! Coisa linda!

Mais destaques ficam por conta de “Massive Impulse Of Hate” que vai te arrancando pedaço por pedaço a cada compasso, a rifferama da faixa título, a arrastada e cavalar “Dig Deep” (que letra!!!) e a totalmente Slipknot, “My Own Enemy”. Ou seja, são 12 faixas que vão de roubar por completo e tenho certeza que fará você ouvir todo o trabalho na íntegra diversas vezes.

Agora se você é daqueles radicais que falam Metal “pula-pula”, ou outras bobagens só lamento. Vai pentear macaco, pois o negócio aqui é de gente grande!

Se pudesse resumir tudo numa única palavra eu diria: Fascinante!

Johnny Z.

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