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Avatarium – “The Fire I Long For” (2019)

Avatarium “The Fire I Long For” (2019)
Nuclear Blast
#DoomMetal#ProgressiveRock

Para fãs de: LetheanThe Doomsday KingdomHEX A.D.., CandlemassFlame, Dear Flame

Nota: 10

“The Fire I Long For”, o novo álbum do Avatarium, é nada mais, nada menos que a irrefutável prova de que ainda é possível criar algo sublime, místico, sutil e memorável.

Singelo e delicadamente emotivo, o álbum caminha entre o Rock Progressivo, o Occult Rock e um Doom Metal intenso e melodioso. Experimentações típicas dos anos setenta ornamentam essa joia, cuja pedra de maior valor e brilho é a lindíssima voz de Jennie-Ann Smith.

Resquícios de Candlemass fundem-se a recorrentes vislumbres da magia do Rainbow e junto as texturas mais calmas do folk e as evidentes linhas do Blues, geram um som que por vezes é intimista e frágil; e noutras, forte e poderoso.

Em ambos os casos, o que é impera é o refinamento junto a inspiração. A capacidade dos músicos em criar singularidades em sua música é genuinamente alta e notável, ainda que recorra a alguns elementos que quando mal usados ou medidos indevidamente, tornam-se enfadonhos, no caso o Rock Progressivo, que aqui dá liberdade às experimentações e mais cores as músicas e o folk, que tem seu uso limitado a estética, dando mais beleza e personalidade ao álbum.

Entre nuances de suavidade e peso, cabe destacar as musculosas e balzaquianas; “Shake That Demon”, “Porcelain Skull” e “Voices”, atenção especial a essa última, principalmente nos vocais, solo e refrão.

No campo das baladas temos as singelas; “Lay Me Down” e a simplista, ainda que linda, “Stars They Move”, apenas em voz e piano.

Citando também a intensa e robusta faixa título, “The Fire I Long For”, o melhor refrão do disco e uma das faixas mais fortes, candidata a clássico da banda desde sua concepção e também “Epitaph of Heroes”, dramática e com mais uma interpretação surreal de Jennie-Ann Smith, que brilha intensamente por todo o decorrer do álbum.

“The Fire I Long For” é o prematuro ápice dentro da curta, mas consistente carreira do Avatarium. Que não se percam e continuem a nos oferecer trabalhos tão bons ou até melhores que esse, superar é difícil, mas não impossível, dizem.

Fábio Miloch

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