Baú Metal na Lata 8: Nuclear Assault, Crossover da América

Baú Metal na Lata 8: Nuclear Assault, Crossover da América - Acervo WEB
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Baú Metal na Lata 8: Nuclear Assault, Crossover da América

Redator: Matheus Mu

Sinônimo de velocidade, pegada e até um pouco de pioneirismo no que hoje conhecemos como Crossover, estilo que mistura Thrash Metal com Hardcore, Nuclear Assault marcou época. Formados em 1984 em Nova York, eles lançaram o clássico e barulhento “Game Over” (1986), um marco no desenvolvimento desse subgênero híbrido. Seguiu o trabalho com mais um clássico, “Survive” (1988), mas foi no disco seguinte, “Handle With Care” (1989), que a banda realmente catapultou seu nome, muito por conta do vídeo da “Critical Mass”, que passou bastante no extinto Headbangers Ball, quando a MTV ainda prestava.

Além disso, a turnê desse disco ainda rendeu o ao vivo “Live at Hammersmith Odeon” (1990). Essa casa de show que tinha uma certa mística no meio Metal, quase que um objetivo pra muitas bandas na época, muito por conta também do explosivo disco que o Motörhead gravou naquele lugar. Após esse álbum, os problemas na banda começaram a escancarar, e aí se iniciou o vai e vem na história do Nuclear Assault.

As idas e vindas do Nuclear Assault

Até esse ponto, a banda permanecia com seu line up clássico, com John Connelly (vocal/guitarra), Anthony Bramante (guitarra), Dan Lilker (baixo) e Glenn Evans (bateria). Nos anos 90, época que o Thrash passava por seu período mais nebuloso, com seus principais nomes se distanciando do que era o coração do estilo, a banda lançou “Out of Order” (1991), sendo esse o último com a formação clássica, e “Something Wicked” (1993). Esse último já viu algumas mudanças, e logo após ele, a banda teve seu primeiro hiato, em 1995.

Voltaram dois anos depois pra alguns shows com a formação clássica, entre 1997 e 1998. Se separaram de novo. Voltaram em 2001, sendo que essa encarnação durou até 2008, tendo como registros o ao vivo “Alive Again” (2001), e seu último full lenght até hoje, “Third World Genocide” (2005), mais uma vez se separaram, retornaram em 2011 para o que foi a última turnê deles (que inclusive passou pelo Brasil duas vezes, em 2011 e 2015). Lançaram seu último material de estúdio, o bom EP “Pounder” em 2015. Após essa turnê finalizada em 2015, fizeram alguns shows esporádicos, até realmente colocarem um fim na banda em 2022, muito por conta da vida pessoal dos integrantes.

Baú Metal na Lata 8: Nuclear Assault, Crossover da América – Reprodução acervo

Nuclear Assault, eternizado no Crossover Thrash Metal

Seja pela intensidade marcante das apresentações ou pela música rápida e cortante, Nuclear Assault tem seu nome eternizado no Thrash Metal. E felizmente, ainda é um nome bem relevante e influente até os dias de hoje. Fica sempre a torcida de um retorno, pois um mundo sem Slayer e Nuclear Assault, certamente é um mundo pior. Slayer ainda tem feito uns shows por aí, o que alimenta ainda mais a idéia de uma volta dessa banda incrível.

Com poucas mudanças ao longo dos anos, a última formação do Nuclear Assault manteve três quartos da sua formação clássica, tendo apenas a última mudança relevante no guitarrista Eric Burke, parceiro de Dan Lilker no Brutal Truth, e que gravou o último disco de estúdio da banda, “Third World Genocide”, (2005), além de ter acompanhado eles no meio de seu retorno, em 2013, até o derradeiro final.

“Game Over” (1986)

“Handle With Care” (1989)

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