Big Big Train – “Woodcut” (2026)
InsideOut Music | Shinigami Records
#ProgressiveRock #ArtRock
Para fãs de: Yes, Genesis, Pink Floyd
Texto por Luiz Gustavo Santos
Nota: 8,5
Banda britânica de Prog Rock moderno com cerca de 35 anos de estrada e uma carreira que a coloca entre os grandes expoentes do gênero na Europa, o Big Big Train enfrentou, nos últimos anos, a fase mais difícil e incerta de sua trajetória. Com a repentina morte do vocalista David Longdon, em 2021, o grupo teve que se reinventar e vem se reerguendo de uma forma que muitos achavam impossível.
Se em The Likes of Us (2024), já com Alberto Bravin nos vocais, a banda mostrou que podia sobreviver, Woodcut prova, com o perdão do lugar-comum, que o trem definitivamente voltou aos trilhos. O lançamento mostra Bravin e seus companheiros mais entrosados e à vontade para criar, transmitindo uma sensação de renovação criativa, mas sem perder a identidade. A sofisticação dos arranjos, o refinamento técnico e a atmosfera essencial da sonoridade da banda permanecem intactos.
E tudo isso se apresenta em um disco envolvente, especialmente por se tratar de um álbum inteiramente conceitual, pensado e executado como uma obra única, embora permeado por momentos introspectivos, outros mais intensos e trechos de instrumental empolgante.
Em sua primeira metade, o disco se mostra cativante e inspirado. A faixa de abertura, “The Artist”, impressiona pela complexidade e harmonias requintadas, ao passo que “The Sharpest Blade” traz um belíssimo refrão. Do meio para o fim, o disco se torna um pouco mais monótono, mas o instrumental intrincado e empolgante de “Cut and Run”, bem como a bela balada “Counting Stars”, também merecem destaque.
Em resumo, um disco que mostra que o Big Big Train soube cicatrizar sua grande ferida, olhar para frente e se provar ainda relevante e ambicioso dentro da cena Prog Rock contemporânea. Altamente recomendado para fãs do gênero.

