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BillyBio – “Feed the Fire” (2018)

BillyBio – “Feed the Fire” (2018)
AFM Records
#Hardcore

Para fãs de: BiohazardHatebreedSick Of It All

Nota: 8,5

“Com o BillyBio, posso dizer que o som é 100% EU. Nenhuma influência de qualquer outra pessoa. Isso é quem eu sou e o que eu me tornei. Sou um produto de todos que eu conheci, conversei, com quem compartilhei minhas histórias … e um pouco de suas histórias também”. Assim, Billy Graziadei, guitarrista do Powerflo e ex-Biohazard, define seu primeiro trabalho solo. Se ele realmente conseguiu repassar para a música, só ele pode dizer. Mas que o que temos aqui é um baita de um disco de hardcore, não há como negar! Hardcore como ele deve ser! Direto, sem muita conversa, com aquela raiva característica que ao longo dos anos acabou sendo esquecida por muitas bandas que defendem o estilo.

Se o começo de sua vida musical foi ao piano, o lado mais sujo da música, entrou em sua vida através do punk rock, e acabou o levando ao hardcore de sua forma mais direta. Se com o Biohazard, Billy incorporava momentos mais próximos do Heavy Metal e em tantos outros, alguma coisa de Rap, com o BillyBio a coisa vai bem mais na linha HC, sem muita influência de outros gêneros, o que já fica evidente na porrada “Freedom Never Free”. Obviamente que aquelas levadas a lá Biohazard surgem meio que instintivamente, mas isso é algo natural, afinal, Billy foi um dos fundadores do lendário grupo novaiorquino, surgido em 1988. A faixa título possui um lado mais “melódico” por assim dizer, mas nem por isso deixa de lado a agressividade. E tome HC na veia em faixas como “No Apologies, No Regrets”, “Sick and Tired” (na linha Sick Of It All/Madball), assim como “Sodality”, “STFU” (onde a influência de Dead Kennedys dá as caras), “Untruth”, que traz aqueles vocais bem ao estilo NY de fazer hardcore e “Enemy”.

Produzido pelo consagrado Tue Madsen, o álbum é uma espécie de viagem pela carreira musical do experiente guitarrista. “Feed The Fire” é pesado, rápido, com groove e cheio de energia, eu não poderia fazer isso de outra maneira. Está cheio de raízes, old school, mas ao mesmo tempo, moderno “. Poucos músicos conseguem definir seus trabalhos de forma tão substancial. Billy Graziadei conseguiu. E gravou um dos grandes álbuns do estilo em 2018!

Sergiomar Menezes

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