Biohazard – “Divided We Fall” (2025)

Biohazard
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Biohazard – “Divided We Fall” (2025)

BLK II BLK
#Hardcore #Crossover #GrooveMetal

Para fãs de: Agnostic Front, Sick of It All, Suicidal Tendencies

Texto por Lucas David

Nota: 10

Muito tempo se passou sem notícias do lendário Biohazard, uma das mais notáveis representantes do Hardcore que já surgiram. Desde 2012, com o lançamento do excelente “Reborn in Defiance”, não tínhamos os quatro membros fundadores reunidos em estúdio. Some-se a isso as mudanças de formação após a reunião de 2008 e a saída do baixista/vocalista Evan Seinfeld, em 2011.

Em 2022, a banda anunciou que reuniria a formação responsável pelos três primeiros e clássicos discos para algumas apresentações. Para nossa sorte, os poucos shows se transformaram em turnês, a sede por um novo material só aumentou, e esse momento chegou com o lançamento de “Divided We Fall”, via BLK II BLK.

O novo trabalho traz 40 minutos de puro Hardcore sem firulas, com a raiva acumulada ao longo dos anos transmitida em 11 faixas brutais, riffs incendiários e letras carregadas de indignação e atitude. “Fuck The System” abre o disco com um peso absurdo, riffs que bebem diretamente da fonte Hanneman/King (Slayer), em um ritmo feito para bater cabeça e detonar o moshpit. As passagens com groove são incríveis, e o refrão grudento faz você levantar os punhos e cantar junto cada palavra.

“Forsaken” se apoia em uma guitarra potente e suja, com riffs para abrir o pit e trazer todo o caos a uma apresentação ao vivo. A faixa ainda conta com um breakdown pesado e um refrão que vai ficar na cabeça. “Word to the Wise” marca a primeira vez em que os elementos do hip-hop realmente se destacam, com os vocais de Evan e Billy Graziadei complementando o breakdown e os solos rápidos, em uma demonstração de potência que, por si só, já justificaria o disco.

“Fight to Be Free” é mais lenta e controlada no início, mas logo explode, mostrando toda a habilidade, atitude e força de Bobby Hambel nas cordas, como se sua vida dependesse disso. “War Inside Me” traz riffs marcantes de Graziadei e solos inspirados de Hambel, se tornando um dos destaques do álbum.

A cozinha de Evan com o baterista Danny Schuler, responsável por alguns dos ritmos mais destrutivos do passado, se mantém forte em “S.I.T.F.O.A” – ou “Straight in the Face of Adversity” –, levando a banda ainda mais para o estilo street, sustentado por guitarra pesada e bateria marcante. Aliás, a bateria é um dos grandes destaques do disco, com Schuler entregando um trabalho tão preciso, selvagem e técnico que é difícil não considerá-lo um de seus melhores momentos.

“Divided We Fall” é uma aula magistral de brutalidade e técnica, compondo um crossover de alta qualidade. O Biohazard mistura com maestria Hardcore, Metal e uma atmosfera urbana, suja e violenta, tudo isso alimentado pela visão da banda sobre o mundo atual, entregando um dos melhores discos do ano.

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