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Black Sabbath – “Black Sabbath” (1970)

Black Sabbath “Black Sabbath” (1970)
Vertigo

Nota: 10

Imaginem vocês caros amigos uma banda vinda do interior da Inglaterra, ousando criar algo que seus conterrâneos de Liverpool, os The Beatles, ainda não houvessem feito. Vinda de Birmingham, cidade tipicamente interiorana, situada a 202km de Londres, era difícil imaginar que Ozzy OsbourneTony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward pudessem criar a mais relevante banda de Heavy Metal de todos os tempos. Muitos citam a banda como a criadora do Heavy Metal que tanto amamos; exagero ou não, sua importância e significância para o mundo da música é tão incontestável, que absolutamente ninguém ousaria discordar.

Reza a lenda que o disco foi gravado integralmente em apenas 2 dias, prazo este que poderia ser ainda menor se a Fender Stratocaster pilotada por seu guitarrista não tivesse com problemas em um de seus captadores. Apesar do curto prazo, o álbum foi concebido de forma bastante natural já que há tempos a banda vinha apresentando ao vivo aquelas músicas, e portanto, tudo estava mais do que ensaiado.

Em 13 de fevereiro de 1970, o álbum viu a luz do dia em sua terra natal chegando rapidamente a posição nº 23 nas paradas, vendendo nada menos que 5 mil cópias no dia de seu lançamento; e nos Estados Unidos, mais de 40 mil cópias foram vendidas em apenas duas semanas. Nada mal para uma banda iniciante, e que praticava um som absolutamente extremo e inovador para os padrões da época.

O que falar de hinos supremos como a tenebrosa faixa título, “The Wizard”, “Behind the Wall of Sleep”, “N.I.B.”, e a sombria “The Warning”?! Os efeitos de trovões da faixa título foram incluídos de última hora, e tempos depois, Iommi admitiu que o impacto causado por esses efeitos foi certeiro, deixando tudo ainda mais obscuro. “N.I.B.” e a famosa frase “My Name Is Lucifer, Please Take My Hand” já deu o tom das letras para o ouvinte mais desavisado. “The Warning” que ao vivo era tocada com um solo de Iommi de “apenas” 18 minutos de duração, na versão de estúdio uma edição considerável se fez presente, deixando a versão final como algo inédito e ainda mais atraente para aqueles que conheciam a versão original, que trata-se de um cover.

Fato é que este álbum é um marco na história da música. Goste ou não de Black Sabbath, é impossível qualquer fã de música pesada não reconhecer o tamanho da “viagem” que temos aqui. Ozzy se apresentava ao mundo como um frontman a frente de seu tempo! Depois deste incrível debut, a banda tinha uma delicada missão de criar uma obra que pudesse dar continuidade a essa história que ainda estava em suas primeiras linhas. Mas isto é assunto para amanhã, aqui em nossa página. Confira amanhã em nossa página, a resenha do espetacular álbum “Paranoid”. Black Sabbath minha vida” Black Sabbath meu amor!

Mauro Antunes

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