Black Sabbath featuring Tony Iommi – “Seventh Star” (1986)
Warner Bros. Records
#HeavyMetal
Para fãs de: Tony Iommi, Glenn Hughes, Eric Singer
Nota: 8,5
Os caminhos de Tony Iommi e Glenn Hughes se cruzaram pela primeira vez em 1974, quando Black Sabbath e Deep Purple tocaram juntos no histórico California Jam. Uma década depois, Tony estava noivo de Lita Ford e prestes a fazer um álbum solo, acompanhado por Dave “The Beast” Spitz no baixo, um novato Eric Singer na bateria e o eterno quinto Sabbath Geoff Nicholls nos teclados. O plano original era contar com muitos cantores diferentes, mas bastou ouvir a voz de Glenn, primeiro dos convidados, para decidir que ninguém faria melhor do que aquilo: Hughes cantaria em todo o disco.
Por sugestão do produtor Jeff Glixman – e para tentar manter tanto Tony quanto Glenn longe da cocaína –, o trabalho foi realocado de Los Angeles para Atlanta. Ainda que o uso de drogas não interferisse nos resultados, a rotina em estúdio era frequentemente interrompida por traficantes e eventuais serrotes, aquela galera que não gasta um centavo e vive cheirando na aba dos outros.
A Warner decidiu que o disco de Iommi, que acabaria se chamando “Seventh Star”, sairia como Black Sabbath, e não Tony solo. Por mais que a banda contratualmente devesse um álbum para a gravadora, a decisão não agradou a ninguém. Músicas como a baladaça “No Stranger to Love” e o blues dilacerante “Heart Like a Wheel” tinham pouco ou nada a ver com o estilo do Sabbath, manifesto em “In for the Kill” e na veloz “Turn to Stone”, com direito a um show à parte de Singer. Quanto aos créditos, mais confusão: autor da maioria das letras, Hughes recebeu cerca de 20 mil dólares para abrir mão dos direitos em favor de Iommi.
Na turnê que se seguiu ao lançamento, em janeiro de 1986, a coisa degringolou de vez: após algumas apresentações malfadadas, Glenn seria substituído por Ray Gillen, que, por sua vez, não duraria até o álbum seguinte. Bom para o mundo que ganhou de presente o Badlands.
Marcelo Vieira
