Black Viper – “Hellions of Fire” (2018)
High Roller Records
#HeavyMetal, #SpeedMetal
Para fãs de Helloween, Saxon, Iron Maiden
Nota: 6,5
O Black Viper propõe, no disco “Hellions of Fire”, um power metal da escola alemã, sem teclados, direto ao ponto, com timbres old school de guitarra e bastante ‘reverb’ na voz de Salvador Armijo, que não é nenhum grande cantor, mas não é ruim também.
Em meio a riffs divertidos e bateria bem acelerada, o resultado não apresenta nada novo, não fisga de nenhuma maneira, o que é uma pena, pois uma fusão de Helloween, Judas Priest, Saxon, Iron Maiden merecia um tempero próprio.
No começo, “Metal Blitzkrieg” ganha pontos ao destacar a linha de baixo de Kato Marchant. Em uma banda com apenas um guitarrista, o papel do baixo ganha importância. A bateria de Cato Stormoen alterna grooves mais power metal bem rápidos e aquela bateria da doutrina Iron Maiden mais cadenciada, trazendo uma boa dinâmica até.
O álbum pode estar naquela sua playlist de metal clássico, o problema é que foi lançado em 2018, então perde o bonde da história e acaba sendo apenas uma sombra dos mestres do passado. Um fator inusitado é que “Hellions of Fire” tem apenas 7 músicas, contribuindo para um certo “formato freestyle” que anda imperando nos lançamentos atuais,
A música dupla “Quest For Power/The Fountain of Might” começa com uma novidade, desacelerando um pouco na longa introdução e logo em seguida adicionando um riff bem legal. É o tipo de música que você ouve uma vez, acha legal, mas não tem aquela vontade de ouvir de novo. Enfim, vale a audição, mas não é nada demais e não te adiciona muita coisa.
Gustavo Maiato
