Blind Seer
Massacre Records
#ExperimentalMetal, #NewMetal
Nota: 6,5
Com lançamento mundial previsto para o próximo mês de julho, este é o primeiro álbum completo de estúdio do trio belga Blind Seer.
A sonoridade dos caras é, pra dizer o mínimo, curiosa, original e diferente do que se costuma ouvir por aí. Com uma abordagem moderna e bastante experimental, a banda parece não se preocupar com fórmulas pré-estabelecidas ou para o apelo comercial do seu som. Os belgas tampouco se prendem a estilos fixos, embora seja fácil perceber a influência do New Metal e seus elementos eletrônicos.
Esta liberdade de criação é o primeiro aspecto positivo do disco. A produção e a mixagem do álbum também são muito boas, sendo ainda de se destacar o excelente trabalho do baterista J-Mo, que mostra uma excelente pegada e muita versatilidade no transcorrer do play. Por outro lado, o disco, como um todo, não chegou a me empolgar. É bem feito, sem dúvidas, mas nada que tenha me feito levantar da cadeira pra bater cabeça ou sair assoviando (sem perceber) uma ou outra melodia.
Acredito que isso tenha ocorrido justamente porque há pouca inspiração nas composições harmônicas e principalmente nas linhas melódicas, sobretudo nos vocais. Pra ser sincero, o trabalho do vocalista Wan não me agradou. Há um certo desleixo nas linhas vocais, aparentemente proposital, que eu não curti. A exceção fica por conta da faixa “Guilt”, minha predileta, em que o timbre de Wan se encaixou de forma perfeita.
De todo modo, se você procura algo diferente, vale a pena dar uma chance pra banda.
Luiz Gustavo Santos
