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Blitzkrieg – “Blitzkrieg” (2024)

Blitzkrieg – “Blitzkrieg” (2024)

Mighty Music
#HeavyMetal #NWOBHM

Para fãs de: Jaguar, Tokyo Blade, Praying Mantis, Satan, Avenger

Texto por Matheus “Mu” Silva

Nota: 9,5

“Continuamos sobrevivendo ao som do Blitzkrieg!”

Vindo da época áurea da NWOBHM, o Blitzkrieg chega ao seu décimo primeiro álbum de estúdio, o autointitulado Blitzkrieg (2024), seis anos após seu último lançamento, Judge Not! (2018), via Mighty Music.

Na ativa desde 1981, com breves pausas na carreira (inclusive logo no começo), o Blitzkrieg segue como uma das bandas ainda em atividade da New Wave of British Heavy Metal. Seu vocalista e único membro original, Brian Ross, tem sido o responsável por manter a banda viva, mesmo com as inúmeras trocas de formação ao longo dos anos. Vale lembrar que, pouco após sua formação, a banda acabou se separando antes mesmo de concluir o primeiro disco, o clássico A Time of Changes (1985), que só foi lançado quatro anos depois, já que, nesse meio tempo, Brian fundou outra banda não menos lendária: o Satan. Mesmo com quase 45 anos de carreira, o Blitzkrieg é injustamente lembrado principalmente pelo cover que o Metallica fez da faixa homônima “Blitzkrieg” em seu EP Garage Days (1984). O que deveria ser o contrário: os fãs do Metallica poderiam explorar o som da banda que influenciou o grupo que eles tanto admiram, entendendo assim parte da trajetória que os levou onde estão hoje. Felizmente, o Blitzkrieg nunca se apoiou nesse fato e atravessou décadas lançando ótimos discos, especialmente após a virada do milênio, com álbuns como Theatre of The Damned (2007) e Back From Hell (2013), que definitivamente valem a audição.

“You Won’t Take Me Alive” abre o álbum muito bem, com o clássico agudo de Brian Ross. Nesta faixa, a banda flerta um pouco com o Hard Rock, apresentando uma excelente melodia vocal, enquanto o instrumental entrega um ótimo resultado. Na sequência, “The Spider” traz aquele riff inicial que toda banda de Heavy Metal tem em ao menos uma música, algo que, longe de ser um ponto negativo, funciona como um prenúncio do que está por vir: Heavy Metal puro! Vale destacar o trabalho criativo de bateria de Matt Graham, que traz uma pegada forte e viradas inventivas, além de inserir um breakdown no meio da música antes do solo. Ótima faixa!

“Dragon’s Eye” é pesadíssima, beirando o Speed/Power Metal, com um trecho furioso no meio e um refrão bem característico do Blitzkrieg dos últimos 20 anos, crescendo juntamente ao riff e finalizando com aquele coro de canto coletivo. Em “If I Told You”, a banda recorre a um Heavy Metal mais simples e direto, com um andamento mais tradicional, semelhante ao que foi mencionado em “The Spider”, com a bateria marcada no chimbal. Mesmo assim, é uma faixa muito bacana. “Vertigo”, até o momento, é a única que soa um pouco sem brilho, talvez devido ao seu andamento vocal mais repetitivo. Mas isso muda com “Above The Law”, uma das faixas mais longas do disco, com pouco mais de seis minutos, e com variações que a tornam bastante interessante, incluindo solos, passagens acústicas, trechos falados e um refrão bem marcante.

Devido às constantes mudanças de formação, o Blitzkrieg nunca teve um som muito definido, o que fica evidente em “I Am His Voice”, uma música excelente! A formação atual deu uma revitalizada incrível no som da banda, e essa faixa demonstra isso muito bem, com muito peso e linhas vocais cativantes que instigam a participação do ouvinte.

Na reta final, temos “The Night He Came Home”, uma faixa mais soturna, com Brian Ross entoando frases em um tom mais grave e um andamento mais lento. Em seguida, a intro “On Olympus High” prepara o terreno para a faixa de encerramento, “Aphrodite’s Kiss”, que funciona quase como uma balada épica, fechando o álbum de forma magistral.

Sem medo de dizer, Blitzkrieg é um dos melhores discos da banda, senão o melhor. Se for para comparar, talvez apenas com o primeiro álbum, pois este é muito superior aos demais. A gravação, a construção musical, as melodias e os elementos distribuídos ao longo das músicas, aliados ao ainda poderoso vocal de Brian Ross, elevaram o som da banda a um novo patamar. Um belíssimo trabalho entregue por uma banda que faz jus a toda a sua história, se reinventando sem perder a essência do Heavy Metal que tanto acreditam.

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