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Blodiga Skald – “The Undrunken Curse” (2020)

Blodiga Skald – “The Undrunken Curse” (2020)
SoundAge Productions
#FolkMetal

Para fãs de: KorpiklaaniEluveitie

Nota: 9,0

Todos a bordo, pois esse grande navio está prontíssimo para zarpar e ganhar o mundo! Em “The Undrunken Curse”, os italianos do Blodiga Skald não economizaram no talento e deram à luz um incrível trabalho!

Lançado pela SoundAge Productions em 24 de abril, o álbum é o segundo no ainda pequeno catálogo da banda – iniciado em 2017 com o ótimo “Ruhn” –, que deu as caras na cena folk metal em 2014. Seus integrantes adotam os seguintes pseudônimos: o vocalista Anton Caleniuc é “Axuruk Jejune”; a vocalista e violinista Sefora Centurioni é “Yindi, Servant of Anor’s Flame”; o baixista Emanuele Viali é “Rükreb, the Noble One”; o guitarrista Daniele Foderaro é “Ghâsh, Barbarian Know-All”; o baterista Nicola Petricca é “Vargan, Shepherd Tamburine”; e a tecladista Ludovica Faraoni é “Tuyla, the Glorious One”.

Ao apertar o play, garanto que você não imaginaria um começo tão poderoso como “The Curse”, pontapé inicial que na prática está mais para uma voadora, pois é deixar qualquer fã de metal de queixo caído. O ritmo acelerado e a ambientação fantástica nos faz sentir como se estivéssemos em uma aventura pelos mares nórdicos repleta de adrenalina. Em muitas músicas, violinos, harpas e flautas dão cor às formas, como em “Sbabobo”, que flerta de leve com o black metal em algumas partes. A doce voz de Yindi toma a dianteira na incrível “Spirits of Water”, momento de calmaria do disco.

O destaque do repertório vai para “Yo-Oh the Sail is Low”, que conta com participação do vocalista do Cruachan, Keith Fay. Sua voz, somada à ferocidade de Anton, forma um ataque duplo perfeito. “The Undrunken Curse” seria 10/10 se não fosse por um pequeno detalhe: a faixa bônus “TechnoBlodiga!”. Alguém me diz o que ela está fazendo ali? Fora isso, uma audição impecável para os amantes do estilo.

Leonardo Bondioli (Colaborador)

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