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Blood Countess – “Occulta Tenebrais” (2022)

Blood Countess – “Occulta Tenebrais” (2022)
Dominance of Darkness Records
#BlackMetal

Para fãs de: Mayhem, Darkthrone, Emperor, Burzum

Nota: 9,0

Os que dizem que o rock está morto certamente desconhecem o Black Metal, que sempre nos apresenta novas bandas e álbuns que merecem destaque. Uma dessas bandas, que faz um som incrivelmente forte, é o Blood Countess, que esse ano lança seu álbum de estreia, “Occulta Tenebrais”.

A banda foi formada em 2018, no Reino Unido e no ano seguinte lançou sua primeira demo, contando com três faixas e com um lineup formado por Lorgar (baixo), Kanopa (bateria), Uriel (guitarra) e The Countes (Nina Luisa Piccirillo) (vocal). Neste trabalho é possível ouvir uma grande influência de Darkthrone, principalmente na bateria, além dos vocais que são agressivos e destacam a poderosa voz de Countess, que mostra como os vocais femininos servem muito bem para o metal extremo.

Já em “Occulta Tenebrais” a banda manteve a velocidade, apostando ainda mais na sonoridade rápida do Black Metal tradicional, ainda com influências de Darkthrone, acrescentando agora Burzum e Mayhem a conta. Dessa vez todos os instrumentos foram gravados por István (Steve Blackwood) que não deixou a força do trabalho anterior de lado. É impressionante a produção feita, que capturou uma aura sombria, gélida e mórbida que deixou tudo mais épico. O trabalho que tem como tema Elizabeth Báthory, a Condessa de Sangue, abre com “Storms Over Carpathia”, uma faixa veloz, com toques de Mayhem em sua execução e destaque para os vocais que dominam completamente a canção.

“Ad Altare Sanguinem” tem uma pegada de Emperor, com a guitarra aparecendo mais e a bateria mantendo o ritmo com os pedais duplos. É importante destacar o trabalho que Steve fez, pois ele domina com maestria todos os instrumentos. Na sequência temos “In Virgins Blood” evocando todos os clássicos do Black Metal, como os nomes já citados acima, e com pitadas de Bathory. Os vocais novamente se destacam, e até parece redundante, mas Nina entrega tudo o que os fãs esperam de um álbum do gênero.  A faixa ainda conta com um solo frenético e cheio de melodia. “Orgasm Leading to Death” é outro destaque, que tem um ritmo insano tanto da bateria quanto da guitarra e é o tipo de faixa que ao terminar você aperta o repeat, devido sua alta qualidade.

Mesmo sendo seu primeiro álbum, o Blood Countess tem tudo para se destacar dentro e fora do gênero. Aliado a uma linda capa, os vocais poderosos e o instrumental afiado fazem desse trabalho uma ótima opção para os amantes de “De Mysteriis Dom Sathanas”, “Chimera”, “Aske” e “A Blaze In The Northern Sky”. Recomendado.

Lucas David

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