Blood Red Throne – “Imperial Congregation” (2021)

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Blood Red Throne“Imperial Congregation” (2021)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal, #ThrashMetal

Para fãs de: Misery Index, Aborted, Cannibal Corpse

Nota: 8,5

Quando se pensa em Noruega, musicalmente falando, sempre lembramos do Black Metal. Com muitos representantes do estilo, o país ficou conhecido por exportar música extrema do lado mais sombrio. Entretanto, não só de vocais rasgados e guitarras estridentes vive o país, e muitos outros estilos estão presentes, incluindo o Death Metal. Tendo isso em mente podemos analisar uma das mais conhecidas dentro do gênero, o Blood Red Throne que lança seu décimo álbum de estúdio “Imperial Congregation”, mostrando a força que o som vindo da Escandinava tem.

Formada em 2000 e lançando “Deathmix 2000”, a primeira demo da banda ajudou o Blood Red Throne a crescer rapidamente dentro do underground antes de gravar seu primeiro álbum “Monument of Death”. Originalmente fundado pelo guitarrista Daniel ”Død” Olaisen e Terje Vik Schei, mais conhecido por seu nome artístico Tchort (ex-Satyricon, Emperor e Carpathian Forest), a dupla foi capaz de criar uma banda que até hoje está lançando álbuns de destaque dentro da paisagem do Death Metal.

A produção foi ótima em trabalhar o peso e agressividade da banda, mas sem fazer com que soem leves, em um bom exemplo que o metal extremo pode, sim, ser bem produzido. A capa foi feita pelo designer brasileiro Marcelo Vasco, que exibe uma imagem obscura, com pessoas encapuzadas que parecem comandar o mundo por trás das cortinas.

Destacando algumas faixas, podemos começar por “Itika” que tem uma pegada e ritmo Thrash Metal, os vocais de Yngve “Bolt” Christiansen soando monstruosos e a bateria de Freddy “The Shred” Bolsø cheia de viradas e blast beats. “Transparent Existence” é mais groovada, mantendo o ritmo durante a maior parte da faixa e tendo um dos melhores solos do álbum, com as guitarras de Død e Ivan ”Meathook” Gujic soando incríveis, além do baixo de Stian “Gunner” Gundersen, que cria uma base firme para o trabalho das guitarras. “6:7” é outra pedrada, dando um belo destaque a bateria e com os riffs no estilo Cannibal Corpse, sempre cheios de peso e ritmo.

O Blood Red Throne é uma banda previsível, já que o som praticado, com fortes influências do metal dos anos 90, é o básico feito por bandas do metal extremo. Porém, por mais que seja “mais do mesmo”, a banda o faz com maestria e “Imperial Congregation” servirá corretamente para os fãs e demais apreciadores.

Lucas David

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