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Bloodbound – “Creatures of the Dark Realm” (2021)

Bloodbound“Creatures of the Dark Realm” (2021)
AFM Records
#PowerMetal, #ProgMetal, #MelodicMetal

Para fãs de: Stratovarius, Sonata Arctica, Edguy

Nota: 5,0

Diretamente das terras geladas da Suécia vem o Bloodbound, banda que pratica o (agora intragável) Power Metal melódico. A banda está na pista desde 2004, e já no ano seguinte saiu seu primeiro disco “Nosferatu”, que lhes rendeu certa atenção e abriram show de gente do calibre de Arch Enemy, Evergrey e Sabaton.

Após vários álbuns lançados e algumas mudanças de formação, temos aqui “Creatures of the Dark Realm” como seu novo lançamento.

E o que temos aqui é um álbum clichê, genérico ao extremo e sem absolutamente NENHUMA criatividade. É realmente incompreensível que uma banda com um som tão manjado e genérico como esta consiga alguma atenção, pois seu som é tão fraco e sem identidade que acredito que nem o fã mais fiel do estilo conseguirá ouvir UMA mísera música inteira.

São 12 faixas completamente “puláveis” onde tudo é absurdamente óbvio. Você sabe exatamente para onde vão as músicas, sabe onde virão refrões metidos a épicos com coros, as viradas, e os intermináveis agudos do vocalista Michael Bormann.

Está tudo aqui: o flerte com o Speed em músicas rápidas com bumbos à velocidade da luz, alguns arranjos meio AOR e Hard em outras canções, muita música mid-tempo com vocais agudos, e segue assim até o fim sem nenhum destaque. Bem, “The Gargoyles Gate” até é legalzinha mas tão genérica e remete a tantos outros clássicos do estilo que não dá vontade de continuar.

O som é muitíssimo bem produzido, os timbres dos instrumentos são ótimos e os arranjos são bem feitos e a capa é muito legal. Só que já existem literalmente MILHARES de bandas fazendo este tipo de som, e uma grande parte delas bem melhores que o Bloodbound.

Mas aí você me fala: “Foda-se cara, eu curto metal melódico.” Então meu caro, vai na fé pois no que se propõe a fazer os caras são competentes.

Mas não espere ouvir nada, eu reforço, NADA de novo ou relevante.

Thiago Barcellos

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