Bloodstain – “Bloodstain” (2026)
Threeman Recordings
#ThrashMetal #HeavyMetal
Para fãs de: Metallica, Megadeth, Testament
Por: Cristiano Ruiz
Nota: 8,0
Três anos após o início de suas atividades e mais de dois anos depois do lançamento de seu primeiro registro oficial, o EP I Am Death, o quarteto sueco de Thrash Metal Bloodstain finalmente lançou seu primeiro álbum completo, homônimo, em 25/09/2026, pelo selo Threeman Recordings.
Atualmente, Jonathan Thyberg (baixo), Benjamin Norgren (bateria), Oskar Lindroos (vocal e guitarra) e Tobias Ozzy Lindström (guitarra) formam o line-up da banda de Estocolmo. Embora sejam jovens músicos, já passaram por uma mudança de formação. Em 2025, o vocalista e guitarrista Linus Lindin deixou o Bloodstain. Como guitarrista, Tobias Lindström o substituiu, enquanto Oskar Lindroos assumiu o microfone.
A pergunta é: como tais mudanças afetaram a sonoridade do Bloodstain? A resposta vem a seguir.
Mais Heavy do que Thrash, mas ainda assim muito bom
Assim que coloquei o full-length do Bloodstain para ouvir pela primeira vez, tive que conferir se era mesmo o álbum certo. Ainda que “Annihilation Line” seja uma faixa que aprendi facilmente a gostar, ela nada tem a ver com o Thrash “a la Bay Area” do EP I Am Death, de 2024. Trata-se, portanto, de Heavy Metal com alto grau de acessibilidade. Mas é ruim? Não, pois é uma memorável abertura para um primeiro álbum completo.
Em seguida, quase resgatando o Thrash de volta, é a vez do single “Something Sinister”. Com o vocal de Oskar Lindroos, o Bloodstain ganhou em melodia, mas perdeu o punch que Lindin impunha à sonoridade. Qual é o problema de verdade disso? Não há, pelo menos não para a minha audição.
Certamente por ser o primeiro single da banda, “I Am Death”, que também intitulou o primeiro registro, é a terceira faixa do disco, colocando o Thrash definitivamente de volta ao jogo. Logo depois, “Carved into Stone” revela uma face inédita do Bloodstain: uma power ballad à la Metallica dos anos 90. No entanto, sendo o Metallica a principal influência desses garotos, essa música não soa surpreendente. Aliás, duas pontuações a fazer: a voz de Lindroos ficou excelente e Lindström é um guitarrista muito competente.
“Bloodstain”, crescendo em Thrash e qualidade
A pegada mais Old School do EP volta a estar presente em “Taint Me”, mostrando, dessa forma, que Oskar também manda bem quando o assunto é puro Thrash. Todos os instrumentistas, sem exceção, fazem muito bem o seu trabalho e, assim sendo, têm um futuro absolutamente promissor pela frente.
Mais cadenciada que sua antecessora, porém ainda classificável como Thrash, “Disdained” proporciona uma pegada à audição que beira o épico. A produção de estúdio, da mesma forma que ocorrera com o EP, não deixou a desejar em nenhum ponto.
O título “Lies Bleeding Through” sugere Thrash rápido e agressivo, tanto que é isso que os seus primeiros acordes revelam. Se as faixas iniciais do disco soam mais como Heavy com tons comerciais, a partir de “I Am Death”, em contrapartida, aquele Bloodstain que impressionou em seus primórdios despertou sua alma novamente.
A trinca Thrasher final
O single “Conspiracy”, que também tem sua versão em videoclipe, ao mesmo tempo abre a trinca derradeira e melhor parte do álbum. Ou seja, o melhor ficou para o fim. Se isso funciona ou não, não sei definir, só sei que a audição vai esquentando e ficando ainda mais interessante a cada nova composição.
Tanto o que eu disse anteriormente é verdade, que minha música favorita desse registro, “Faceless Dealer”, fica na nona posição do tracklist. Ela é Thrash Metal com uma discreta pitada de Groove, mas explicitamente poderosa e impositiva. Em outras palavras, a melhor surpresa de Bloodstain (álbum).
Finalizando o primeiro álbum completo da discografia do Bloodstain, “Banner of Supremacy”, uma das gravações que ainda contam com a voz de Linus Lindin, a qual também foi single e videoclipe. Não fosse sua antecessora, seria ela a minha predileta, contudo “Faceless Dealer” realmente fez mais a minha cabeça.
Conclusão
O Bloodstain praticamente mantém o nível de seu primeiro lançamento, entretanto, a banda precisa encontrar a sua própria assinatura. Mas como ainda são jovens, e é notável que estão em busca de sua personalidade própria.
Grattis, Bloodstain, till ert utmärkta debutalbum. Rock/metallens väg är full av hinder, men jag är säker på att ni är kapabla att övervinna allt. Ge aldrig upp!

