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Blues Pills – “Holy Moly!” (2020)

Blues Pills – “Holy Moly!” (2020)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#BluesRock

Para fãs de: Beth HartJoe Bonamassa

Nota: 8,0

O mais novo disco da banda sueca Blues Pills estava previsto para ser lançado no dia 19 de junho. Mas, devido a pandemia, somente foi lançado no último dia 21 de agosto.

E será que a espera por “Holy Moly!”, terceiro álbum de estúdio da banda, valeu a pena? A resposta é sim!

“Proud Woman”, abre o disco já soando diferente dos trabalhos anteriores do grupo. É um rockão com um toque retrô nada leve. Faixa que pega de primeira. A faixa seguinte “Low Road” aumenta ainda mais a voltagem. A bateria de Kvarnström explode e o vocal de Elin Larsson esbanja energia. Candidataça a hit. “Dreaming My Life Away”, chega apresentando um heavy bem pesado, e com um riff de guitarra de muita categoria. Mantém a pegada.

‘California’, apesar de ser uma balada, não deixa a energia cair e o vocal é um show à parte. “Rhythm in the Blood” é uma das faixas mais criativas do álbum. Com uma bateria diferente e um timbre de guitarra setentista. Uma das melhores faixas do disco, sem dúvidas. “Dust”, por outro lado, possui um clima mais introspectivo. Não é uma faixa ruim, de forma alguma, mas destoa um pouco do restante do disco. Ainda mais porque na sequência vem “Kiss My Past Goodbye”, um hard rock vigoroso expelindo guitarras com vários timbres. Excelente faixa.

“Wish I’d Known”, é uma balada com um leve toque Beatle. Linha de baixo melodiosa e vocais gospel. Dá conta do recado! Grata surpresa do álbum.

A parte final abre com “Bye Bye Birdy” que trás o peso de volta. Mas, não consegue ficar no nível das outras faixas. Já “Song from a Mourning Dove” é uma belíssima canção, cheia de nuances, com guitarras e pianos. Propícia para Elin Larsson mostrar todo o seu alcance vocal. O disco merecia ser encerrado com esta faixa.

Mas, é a Stoneana “Longest Lasting Friend” que fecha o disco de forma quase melancólica.

O resultado do disco, porém, é positivo. Seu maior mérito é provar a versatilidade da banda. As músicas de “Holy Moly!” (algumas muito boas, outras nem tanto) são muito diferentes entre si. E mostram que os Blues Pills têm ainda muito mais a mostrar.

Claudio Junior (Colaborador)

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