Bodysnatcher – “Hell is Here, Hell is Home” (2026)
MNRK Heavy
#Deathcore #Hardcore #DeathMetal
Para fãs de: Spite, Despised Icon, Kublai Khan TX
Texto por: Lucas David
Nota: 10
Chegando com um som pesado, sujo e extremamente agressivo em Hell is Here, Hell is Home, o Bodysnatcher traz o melhor do Deathcore para os ouvidos daqueles que buscam brutalidade pura, simples e capaz de transmitir a sensação de poder absoluto sobre qualquer coisa. Indo direto ao ponto, a banda não busca reinventar o estilo nem adicionar novos elementos para transformar toda a cena. Pelo contrário, apresenta-se em seu auge destrutivo, com seu som mais violento, diabólico e venenoso até hoje.
Sem contar o trecho falado no início de “The Maker”, logo no começo do álbum, Hell Is Here… é uma experiência implacável, brutal e sangrenta. A faixa em questão explode nos falantes com uma avalanche sonora poderosa, formada por uma bateria estrondosa, vocais agressivos e guitarras carregadas de riffs cortantes.
Além disso, os breakdowns presentes aqui mantêm o stank face durante toda a execução, e ninguém fica impune diante de tamanha brutalidade. Na sequência, “Writhe and Coil” mantém o ritmo acelerado e o two step, enquanto os vocais de Kyle Medina aparecem ainda mais agressivos e ameaçadores do que na faixa anterior, ajudando a criar um clima sufocante e urgente.
Por sua vez, “May Your Memory Rot” representa mais um ataque brutal, com o Hardcore tomando conta por meio dos ótimos riffs de guitarra de Kyle Carter, que mais parecem motosserras. Ao mesmo tempo, o baixo de Kyle Shope entrega explosões gigantescas e reforça ainda mais o impacto da faixa.
Já “Violent Obsession” começa com um breakdown em um ritmo mais cadenciado e, logo depois, despenca para um two step visceral, embalado por blast beats e bumbos duplos insanos. Dessa forma, o próprio nome da faixa não foi escolhido à toa: aqui, o que impera é a violência pura.
Enquanto isso, “Hell is Home” fecha o álbum com riffs de Black Metal que preparam o terreno para um groove infernal e alguns poucos momentos de velocidade. Entretanto, o foco dessa faixa está muito mais na criação de uma atmosfera de pânico, medo e caos, com cada instrumento fazendo sua parte para trazer o apocalipse à Terra em um breakdown brutal.
No geral, Hell is Here, Hell is Home é um disco cru, pesado e sem espaço para melodias. Ainda assim, sua força está justamente na simplicidade e na capacidade do Bodysnatcher de executar aquilo que se propõe a fazer com enorme competência.
Em uma época na qual algumas bandas procuram ser cada vez mais brutais adicionando camadas de sons que fogem da proposta ou elementos animalescos que causam tédio em vez de surpreender, o Bodysnatcher fez o que manda a cartilha. Assim, executa elementos básicos com muita maestria e transforma cada recurso em uma arma sonora.
Portanto, Hell is Here, Hell is Home não precisa de firulas para provar sua força. É um dos discos mais raivosos que você ouvirá este ano e, para quem procura Deathcore em sua forma mais direta, pesada e destrutiva, a nota máxima é plenamente justificável.





