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BPMD – “American Made” (2020)

BPMD – “American Made” (2020)
Napalm Records | Hellion Records Brazil

#HeavyMetal#HardRock#ThrashMetal#ClassicRock

Para fãs de: OverkillMachine HeadThe Winery DogsMetal Allegiance

Nota: 10

Supergrupos se tornaram uma rotina nas últimas décadas, algo comum e um recurso muito utilizado por vários músicos, seja para montar bandas com integrantes já renomados, seja em projetos paralelos apenas para sair da mesmice que os grupos principais podem se encontrar. No meio de todas essas ideias e suposições de possíveis bandas existe uma regra clara, Mike Portnoy, o homem dos mil e um projetos.

O ex- baterista do Dream Theater é um “viciado” em estar com grandes nomes e produzindo material novo e certamente essa é sua grande diversão dentro do cenário musical. Os novos parceiros de crime de Portnoy são o guitarrista Phil Demmel (Vio-lence, ex-Machine Head), baixista Mark Menghi (Metal Allegiance) e o carismático e que dispensa apresentações, Bobby ‘Blitz’ Ellsworth (precisa falar aonde ele berra?). As estrelas do Heavy Metal se reuniram no ano passado para aquela velha desculpa, “tomar uma e fazer um som”. A brincadeira virou assunto sério e aqui está o primeiro registro de estúdio do BPMD, “American Made”. O trabalho constitui em pagar um tributo há alguns grandes heróis da música pesada americana que começaram nos anos 70, mas fugindo um pouco dos clichês e caricatos que sempre estão presente nesse tipo de disco, o que no final o resultado proposto é revelar muita coisa “perdida” que hoje em dia só estão registradas na memória de quem viveu o passado.

Com o calibre alto de todos os integrantes, você sabe que não terá nada fora do lugar, ou algo reto e sem graça. A parte instrumental vem como uma aula grátis de como menos é mais, mas sempre há um espaço para uma virada aqui, uma mudança de tempo ali, ou quem sabe um solo ultra veloz, mas que não abre mão do feeling. O BPDM é um show à parte, rápido, agressivo, suave, dançante, músicas contagiantes que mesmo que tenha sido escrito por outras pessoas há décadas, os caras souberam transforma-las em algo puro e singular, pegando tudo para si.

Ao ouvir as 10 faixas do álbum, é interessante notar que os músicos não tiveram receios em colocar suas respectivas personalidades nas músicas, dando às mesmas um ar de novidade e um caráter moderno. Algumas ganharam mais “punch”, mais vivacidade e atitude – digamos que uma rejuvenescida no assim chamado “espírito Rock N’ Roll”. A abertura com “Wang Dang Swet Poontang” (Ted Nugent), é pura adrenalina injetada direto nas veias do ouvinte. A introdução elétrica de Bobby Blitz é algo de furtar o fôlego. Aliás, o cantor tem um “jeitão” muito peculiar, sendo praticamente impossível desvencilha-lo do Overkill.
É fechar os olhos e constatar.

Muitas são as faixas que merecem elogios e aplausos, mas deixo aqui as minhas favoritas “Evil” (Cactus), “Tatoo Vampire” (Blue Öyster Cult), “Walk Away” (James Gang), “Never In My Life” (Mountain) e “We´re An American Band” (Grand Funk Railroard). Cada uma dessas músicas ganharam peso e energia para que daqui 50 anos alguém esteja falando desse primeiro passo de Bobby, Portnoy, Menghi e Demmel.

Afinal, mais do que um tributo, uma diversão para toda família no melhor estilo comercial de margarina. Todos sentados à mesa apreciando no volume máximo e cantando.

William Ribas

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