Brainstorm – “Midnight Ghost” (2018)
AFM Records
#PowerMetal, #MelodicPowerMetal
Para fãs de: Jag Panzer, Blind Guardian, Vicious Rumors
Nota: 7,0
Com o agravamento da crise da indústria fonográfica, está cada vez mais difícil encontrar bandas que obtenham uma certa longevidade em suas carreiras, especialmente bandas de Heavy Metal. Nesse contexto se encaixa a banda alemã Brainstorm, prestes a completar 30 anos de carreira e que com “Midnight Ghost”, chega ao 12º álbum de estúdio.
Para quem os conhece, sabe que seus primeiros discos foram recheados de faixas vigorosas, pesadas, rápidas, aquele típico Power Metal alemão que tanto os fãs do gênero gostam de ouvir, sem espaço pra firulas excessivas, apenas músicas onde os riffs e a velocidade da bateria imperavam sem medo de ser felizes.
Pois é meus amigos, os anos passam e muitas vezes, algumas bandas perdem aquele senso criativo que exalava em cada uma das notas de seus materiais mais clássicos, e conforme o tempo passa, sua música começa a não ter mais aquele poderio bélico que fez com que fôssemos fãs de carteirinha do artista em questão. No caso do Brainstorm, tudo isso é mais do que evidente.
Se nos dois últimos lançamentos (“Firesoul” e “Scary Creatures” respectivamente lançados em 2014 e 2016) os alemães já davam mostras que estavam tirando o pé do acelerador e indo em busca de novas experiências que beiravam o Prog Metal, em “Midnight Ghost” esse quadro chegou a níveis preocupantes, o que infelizmente, parece ser um sintoma de que cada vez mais, o Brainstorm se distancia daquilo que o fez ser uma banda de renome com uma boa base de seguidores.
Para os fãs mais sedentos pela pancadaria que sempre caracterizou a banda, ouça as faixas “The Pyre” e “Divine Inner Ghost” e “Haunting Voices” que são os momentos mais marcantes em termos de peso e bons riffs. Nas demais, abra a sua mente e prepare-se para ouvir faixas arrastadas, com elementos progressivos que não engrenam ou convencem.
“Midnight Ghost” está longe de ser ruim, mas falta pegada, velocidade e até o vocal de Andy B. Franck que sempre foi extremamente marcante, parece desgastado e sem a mesma força e alcance de outrora. Resta aos fãs recorrer aos discos mais clássicos como “Ambiguity” (2000) e “Metus Mortis” (2001) para ouvir e sentir tudo o que a banda parece cada vez mais querer se distanciar. Parece que realmente nunca mais farão petardos como “Tear Down the Walls” ou “Blind Suffering”. Que pena!
Mauro Antunes
