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Bunker 66 – “Chained Down in Dirt” (2017)


Bunker 66
 – “Chained Down in Dirt” (2017)

High Roller Records
#ThrashMetal#SpeedMetal#BlackMetal

Para fãs de: VenomSodomHellhammer, Celtic Frost

Nota: 7,0

Tem vezes que a gente ficou muito confuso quando pega o release de uma banda pra fazer uma resenha. O que tem surgido de “estilos” nos últimos tempo não é brincadeira… Dessa vez, a banda em questão é a italiana Bunker 66, que segundo as informações, pratica um “sleazy blackened thrash”. Bom… aí, pobre do redator que se prepara pra ouvir algo revolucionário, mas se depara com algum bem simples e comum. No caso, o que temos neste terceiro trabalho do trio formado por D, Thorne (baixo/vocal), J.J. Priestkiller (guitarra e backing vocal) e Dee Dee Altar (bateria) é um tharsh metal cru, com uma temática mais voltada ao satanismo. Algo muito similar ao que consagrou grupos como o Venom.

Sujo, rápido e direto. Vocais agressivos, próximos do gutural. Seria essa a melhor forma de definir o trabalho do grupo, que está na ativa desde 2007. Faixas como “Satan’s Countess” mostram toda a atmosfera oitentista que a banda procura recriar em sua sonoridade. A produção, provavelmente proposital, deixa isso bem evidente. Aquele som abafado e ó norte das demais faixas, que seguem essa linha, como “Black Steel Fever”, a faixa título, que tem forte apelo speed metal, assim como “Take Under the Spell”, que traz na guitarra uma certa, mas bem pequena, linha que nos remete ao hard (e aqui, talvez a ligação como tal “sleazy” do release do grupo). As demais faixas, não acrescentam muito, seguindo a mesma pegada que as faixas apresentadas até aqui.

De forma bastante sucinta: se você não se importa de ouvir algo que soe datado, mesmo com toda a tecnologia atual, pode ir sem medo. E não é nem uma questão de ser ou não ser “troo”. Acredito que se o grupo olhar pra frente, sem que com que isso o faça esquecer do passado, possa ter maior visibilidade. Mas se o que a banda quer é apenas reverenciar o passado, não há mais nada a acrescentar. Do jeito que está, não há mais nada a fazer.

Sergiomar Menezes

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