Cadaver – “Edder & Bile” (2020)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal, #BlackMetal, #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Possessed, Death, Massacre
Nota: 9,0
O Cadaver surgiu em 1988 na Noruega com a premissa de entregar o mais puro e sujo Death Metal, e o fez com maestria no primeiro álbum “Hallucinating Anxiety”. Infelizmente a banda permaneceu no underground e encabeçando a lista de bandas que “deveriam ter o devido reconhecimento” há muito tempo, mesmo que o projeto seja realizado pelo talentoso Anders Odden, que além de ser co-fundador do Cadaver é também baixista do Satyricon desde 2009.
“Edder & Bile”, quarto álbum da banda, é um retorno às atividades já que o último álbum, “Necrosis”, foi lançado em 2004. Mas não se deixe enganar, o Cadaver continua com o mesmo ritmo frenético dos discos anteriores e evocando ainda mais a turbulência encontrada no primeiro álbum. Odden trabalha perfeitamente as guitarras, o baixo e os vocais monstruosos, com Dirk Verbeuren (Megadeth e ex-Soilwork) realizando um trabalho estupendo atrás do kit de bateria. Com um ritmo insano, Verbeuren estrutura o verdadeiro som do metal da morte com blast beats e viradas que deixam qualquer um sedento por um mosh pit.
Com uma produção que possibilitou a banda manter o som brutal, mas limpo onde conseguimos ouvir todos os instrumentos serem tocados com maestria, o álbum inicia com “Morgue Ritual”, que é uma pedrada na cara do ouvinte. Aos desavisados que forem escutar a faixa é recomendado o volume baixo pois a explosão de blast beats e guitarras é grande. “Circle of Morbidity” continua com a mesma explosão, mas dessa vez com algumas partes mais cadenciadas, contando ainda com a participação do lendário vocalista do Possessed, Jeff Becerra.
“Feed The Pigs”, que tem a participação dos vocais guturais de Kam Lee, do Massacre, é pura velocidade e destruição. A banda parece ter adotado a velocidade presente nas músicas do próprio Massacre, o que deixou Lee bem à vontade para soltar seus urros mais do que característicos. “Reborn” é para mim a melhor faixa, que tem todos os elementos mostrados acima, com um trabalho de guitarras excelente, com elementos do Black Metal presentes, os vocais de Odden passando toda a áurea de podridão do disco e a bateria mais uma vez num ritmo insano, que deixará a música marcada na sua memória.
“Edder & Bile” irá certamente satisfazer a agradar os ouvintes de Black/Death Metal, seja pela técnica presente nas faixas, pelas guitarras cortantes e pelos vocais. É até injusto apontar apenas as faixas acima, já que o trabalho todo merece destaque e é mais do que recomendada a audição repetidas vezes.
Lucas David
