Independente
#DoomMetal, #Sludge
Nota: 4,5
Quem me conhece sabe que sou um real entusiasta das sonoridades densas, soturnas e arrastadas, mas para tudo nessa vida há um limite. Sendo muito sucinto e indo direto ao ponto, o Canyon of the Skull não é uma banda ruim, mas “The Desert Winter”, seu mais novo trabalho, transcende o enfadonho.
Primeiramente, o Doom Metal é uma sonoridade difícil e se não bem conduzida, causa narcolepsia severa. Agora, imagine um material que contém uma única faixa, com exorbitante duração de quase 38 minutos, e ainda por cima totalmente instrumental? É quase que um estado de coma permanente, profundo e irreversível.
Como eu disse, a banda é competente, possui intimidade com o estilo, mas a forma como a interminável composição é trabalhada, construída e adaptada é saturada, modorrenta, comprometida ainda mais pela ausência total de vocais. Não basta ser pesado e bem produzido. Tem que haver substância. Não foi dessa vez.
Ricardo L. Costa
