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Carceral – “Descending Reprisal” (2026)

Carceral – “Descending Reprisal” (2026)

Independente
#ThrashMetal #DeathMetal #Grindcore

Para fãs de: Sleep Terror, Conquering Dystopia, Teramobil

Texto por Thiago Silva

Nota: 8,5

A banda Carceral faz uma mistura de três gêneros — Death, Thrash e pitadas de Grindcore —, trazendo um som de primeira prateleira. Porém, não conta com vocais. Isso torna um álbum ruim?

A minha resposta é: quem já ouviu ou ouvirá Descending Reprisal sabe que não. Afinal, a banda traz uma sonoridade instrumental avassaladora, com peso, técnica e muitas alterações rítmicas, tudo aquilo que um fã de Prog pesado adora. Além disso, as guitarras e o baixo são o centro da narrativa e conduzem cada momento do álbum.

O line-up da banda conta com dois guitarristas, Roberto Ortega e Hard Alexandre Cristiane, além de Victor Hormidas no baixo e Daniel Moscardini na bateria. A banda iniciou seus trabalhos em dezembro de 2024, enquanto o nome Carceral foi criado por Augusto dos Anjos. Inspirado por suas leituras, o poeta chegou à conclusão de que “Carceral” combinaria com a sonoridade pesada e técnica que viria a seguir.

Produzido por Roberto Ortega e Victor Hormidas, Descending Reprisal teve a mixagem e a masterização realizadas por Samuel Bassani. O álbum conta com vinte e quatro faixas instrumentais, sempre apresentando uma identidade própria, com belos arranjos musicais e riffs devastadores. Dessa forma, o trabalho de estreia dialoga diretamente com algumas das lendas do Metal extremo.

Com composições claramente inspiradas em bandas como Death e Morbid Angel, a Carceral também incorpora a atmosfera sinistra e dissonante de nomes como Immolation e Voivod. Com isso, o trabalho de Roberto Ortega e dos demais integrantes consegue construir sua própria identidade, sem simplesmente reproduzir as influências.

Além disso, o álbum conta com uma introdução feita por Pablo Greg, conhecido por seus trabalhos orquestrais com Edu Falaschi e Crypta. Já a belíssima arte de capa foi criada pelo russo Artem Demura, artista conceitual conhecido por trabalhos em Mortal Shell.

O álbum conta com 24 faixas de pura destruição sonora aos ouvidos. Ainda assim, é um trabalho bastante direto, principalmente por seus apenas 29 minutos de duração. Entre minhas faixas favoritas estão “Archaic Law”, a faixa de introdução, com seu começo orquestral, além de “Disobedience” e “Punishement Subjection”.

No fim, a Carceral fez um trabalho excelente, apresentando uma identidade própria já em seu álbum de estreia. Além disso, o resultado certamente deixa os amantes de um belo instrumental somado ao Metal extremo querendo uma continuação desse trabalho.

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