Carniça denuncia remoção de “Rotten Flesh” do YouTube por capa considerada “violenta demais”

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Carniça denuncia remoção de “Rotten Flesh” do YouTube por capa considerada “violenta demais”

Banda gaúcha, que celebra 35 anos de carreira, contesta remoção do álbum de estreia e trabalha para restabelecer o clássico nas plataformas

Uma das bandas mais longevas do Metal extremo brasileiro, a gaúcha Carniça denuncia a remoção de Rotten Flesh, seu álbum de estreia lançado em 1999, do YouTube e YouTube Music. Segundo a banda, o conteúdo foi retirado após a capa do disco ser considerada excessivamente violenta e incompatível com as diretrizes das plataformas.

Relançado em 2016 para celebrar os 25 anos de carreira, Rotten Flesh recebeu uma remasterização e mais três faixas bônus, reafirmando a importância de um dos primeiros registros da banda para o underground gaúcho. O álbum, além de marcar a estreia discográfica da banda, ajudou a consolidar sua identidade dentro do Thrash/Death Metal brasileiro.

“Isso foi uma tremenda censura e cerceamento de liberdade de expressão da nossa arte. É inadmissível que, em pleno 2026, artistas ainda sofram esse tipo de ação”, afirma Mauriano Lustosa, vocalista e fundador da Carniça.

A banda já trabalha para reverter a decisão e restabelecer Rotten Flesh nas plataformas. Para os membros da Carniça, a remoção representa não apenas a indisponibilidade de um registro histórico, mas também uma interferência sobre uma obra artística cuja estética visual integra a identidade construída pelo grupo desde os anos 1990.

A controvérsia acontece justamente no ano em que a Carniça celebra 35 anos de atividade ininterrupta.

Formada em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, em 1991, a banda construiu uma trajetória marcada pela permanência no underground e pela fidelidade ao Metal extremo. Ao longo de três décadas e meia, sua música transitou pelo Thrash/Death Metal com elementos de Heavy Metal clássico, enquanto suas letras frequentemente abordaram acontecimentos históricos, questões sociais e diferentes formas de crítica.

Depois de Rotten Flesh, a discografia ganhou continuidade com Temple’s Fall… Time to Reborn (2011), Nations of Few (2013), Carniça (2017) e A New Medium Ages (2022), consolidando uma trajetória construída sem abandonar as raízes que marcaram seus primeiros anos.

Recentemente, a banda também passou por uma mudança em sua formação, com Mauriano Lustosa reassumindo o baixo e voltando a concentrar as funções de vocalista e baixista. A formação atual é completada por Parahim Neto (guitarra) e Marlo Lustosa (bateria).

A nova fase também será marcada por um EP com três faixas inéditas. Entre elas está “Lanceiros Negros”, composição que amplia a abordagem histórica da banda e funciona como uma continuação conceitual de “Revolução Farroupilha”, presente no álbum Carniça, de 2017. A faixa aborda a trajetória dos Lanceiros Negros, combatentes afro-brasileiros envolvidos na Revolução Farroupilha, retomando um dos episódios mais controversos da história do Rio Grande do Sul.

Enquanto trabalha para recuperar Rotten Flesh nas plataformas digitais, a Carniça segue escrevendo novos capítulos de uma história iniciada há 35 anos, com novo material e shows comemorativos previstos para 2026 por vários estados brasileiros.

CARNIÇA NAS REDES: @carnicaofficial

Assessoria de Imprensa:
JZ Press (@jzpressassessoria)

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