Castle Rat – “The Bestiary” (2025)

Castle Rat
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Castle Rat – “The Bestiary” (2025)

Blues Funeral Recordings | Hellion Records Brazil
#DoomMetal #StonerRock #HeavyMetal #EpicHeavyMetal

Para fãs de: Faetooth, Green Lung, Candlemass, Uncle Acid & The Deadbeats

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Dentro da estética do Heavy Metal, uma das coisas que mais chama a atenção dos fãs é a temática de grandes castelos, guerreiros com espadas, armaduras e monstros que lutam em batalhas épicas. Universos como o de Conan, por exemplo, são inseridos e explorados dentro do gênero há anos, então não é surpresa que uma banda com um visual assim, além de um som incrível, se destaque, como é o caso do Castle Rat.

Desempenhando um papel principal de heroína, The Rat Queen comanda o Doom Metal do grupo, que bebe da fonte dos grandes nomes, revitalizando o espírito old school, além de apostar no Epic Metal e no rock psicodélico para criar uma atmosfera de grandeza, poder e energia, que vai além das páginas de quadrinhos e filmes, inseridos em The Bestiary, seu segundo álbum de estúdio.

Após a introdução com tons épicos de “Phoenix I”, a sombra do Black Sabbath surge com um riff sinistro em “Wolf I”. A faixa tem um andamento arrastado, os vocais de The Rat Queen são hipnotizantes e o videoclipe também tem sua dose de viagem, com foco total na vocalista empunhando uma espada no meio de uma floresta. “Wizard” vem na sequência e mantém o clima heroico, com um riff pesado e sujo, além de uma bateria marcante e uma vibe psicodélica, seja pela música ou pelo clipe. Próximo ao fim, a faixa ainda conta com um solo cheio de melodia e fritação, algo que muda o ritmo, acelerando o andamento e adicionando um toque de urgência.

“Summoning Spell” é quase uma peça de ópera, com foco nos vocais e uma atmosfera mais folk, que, mesmo sendo uma das mais simples do disco, acaba servindo como um respiro e uma introdução para “Sun Song”, a faixa mais pesada do álbum. Com a cozinha martelando os ouvidos e um riff de guitarra que deixaria Tony Iommi orgulhoso, a música possui um andamento bem arrastado, com uma pegada extremamente técnica e visceral. Aqui, a banda entrega uma composição como manda a cartilha do gênero, pegando de surpresa até os que já estavam acostumados com o som do grupo — e isso a torna uma das melhores faixas do álbum.

Com uma frontwoman de presença fascinante e carismática, seu canto cristalino narra histórias de criaturas misteriosas de mundos esquecidos, fazendo com que cada palavra soe como um decreto. O Castle Rat entrega, em The Bestiary, um disco potente, com músicas marcantes, produção monstruosa e uma capa hipnotizante. É melhor que todos estejam preparados, pois a banda continuará colhendo mais almas para seu reinado, que deverá durar por muitos anos.

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