Chez Kane – “Powerzone” (2022)
Frontiers Music
#HardRock #MelodicRock #AOR
Para fãs de: Vixen, Femme Fatale, Dante Fox, Lee Aaron, Saraya
Nota: 8,5
Depois de conquistar o mundo do Hard Rock/AOR com seu álbum de estreia e participar de outros projetos (Restless Spirits, Ginevra, Jim Peterik & World Stage e We Belong To The Stars), Chez Kane está de volta com “Powerzone”, seu segundo álbum, repetindo a dobradinha com Danny Rexon (Crazy Lixx).
Importante ressaltar que apesar de ser Rexon quem produz, toca todos os instrumentos, menos o sax, que fica a cargo de Jesse Molloy, e ainda ser o mentor musical, ele criou uma identidade para Chez Kane totalmente diferente da sua banda, evitando assim comparações desnecessárias.
O material promocional afirmava algo como “Powerzone pega a fórmula do primeiro álbum e a torna maior, melhor e mais ousada”. Ao ler “fórmula” fiquei preocupado, ainda mais vindo da Frontiers, mas como o primeiro álbum foi impressionante eu precisava tirar essa dúvida.
Chez Kane demonstrou o quanto é incrível e seus vocais são fantásticos em seu álbum de estréia, mas foi a presença de Danny Rexon com seus diferenciais de composição, musicalidade e produção que o elevaram a níveis dificilmente encontrados nos dias de hoje. Será que novamente eles conseguiram surpreender?
Confesso que conforme as músicas foram sendo lançadas elas não me impactaram tanto quanto o primeiro álbum. Mas ao escutar o álbum como um todo a experiência melhorou consideravelmente, mas, infelizmente, o sequenciamento das músicas poderia, e deveria, ser muito melhor, pois fez o álbum perder força.
Com riffs matadores, solos estrondosos, refrãos absurdos, melodias cativantes e uma enxurrada de teclados e sintetizadores, “Powerzone” bombardeia o ouvinte enfurecidamente sem sair de sua zona de conforto. Ainda assim, ele não é escravo de uma era e muito menos uma cópia. Suas canções não são apenas muito bem embaladas, mas possuem substância e conteúdo.
Mesmo não sendo fácil soar original em um gênero tantas vezes copiado Kane/Rexon agarram o ouvinte pelo pescoço repetindo a impressionante química e mostrando que o primeiro álbum foi muito mais do que acaso ou sorte.
Salte sem paraquedas neste oceano de Hard Rock melódico inspirado nos anos 80 e tenha certeza que Chez Kane veio para ficar!
João Paulo Gomes

